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14 Janeiro de 2018 | 14h29 - Actualizado em 14 Janeiro de 2018 | 14h28

Mali: Jihadistas na zona do Sahel estão unidos contra força internacional

Bamako - Uma organização armada na zona do deserto africano do Sahel que se declara partidária do grupo Estado Islâmico (EI) afirmou sábado que todos os combatentes da região estão unidos para lutar contra a força regional anti-jihadista naquela região.

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Tunísia: Forças de defesa e segurança contra jihadistas no norte de África (foto de arquivo)

Foto: FATHI NASRI

O grupo, dirigido por Adnan Abu Walid Sahraui, identifica-se como Estado Islâmico no Grande Saara (EIGS), e reivindicou sexta-feira a autoria de uma série de ataques, em particular contra militares franceses na véspera no Mali, e um outro que matou quatro soldados das forças especiais americanas e quatro nigerianos no Níger em Outubro de 2017.

O grupo actua na grande "zona das três fronteiras", na região de Mali, Burkina Fasso e Níger, em que se concentra a força conjunta do G5 Sahel, que reúne estes três países, Mauritânia e Tchad.

 "Vamos fazer o que for necessário para que o G5 Sahel não se instale" nessa região, declarou à AFP um porta-voz, ligado a Adnan Abu Walid Sahraui, que se identificou como Amar durante uma entrevista por telefone com um número de Burkina Faso.

"Nossos irmãos Iyad Ag Ghaly e os outros mujahedines defendem, como nós, o islã", disse, referindo-se ao chefe tuaregue malinês do grupo Ansar Dine, que lidera o Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos, principal aliança jihadista do Sahel, vinculada à Al-Qaeda e formada em 2017.

As declarações foram dadas antes de uma nova reunião, em Paris, dos ministros da Defesa dos Estados membros do G5 Sahel e dos doadores, na próxima segunda-feira.

Elas também confirmam relatórios de fontes de segurança e militares ocidentais que apontam para uma cooperação reforçada em terra entre os diferentes grupos jihadistas do Sahel.

  Em seu último relatório trimestral sobre o Mali, o secretário-geral da ONU, António Guterres, considera "extremamente preocupante" a situação no norte e centro do país, "principalmente nas regiões de Mopti e Ségou, onde ocorreram mais actos terroristas.

Assuntos Mali  

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