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14 Janeiro de 2018 | 14h34 - Actualizado em 14 Janeiro de 2018 | 14h34

Moçambique: Clube de rapariga combate casamentos prematuros

Maputo - Um Clube de rapariga foi criado no Parque Nacional da Gorongosa (PNG), na província de Sofala, centro de Moçambique, com o objectivo aos casamentos prematuros, numa altura em que em média as alunas, naquele canto do país, abandonam a escola aos 15 anos para se casarem.

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Mapa de Moçambique

Foto: Angop

Este fenómeno tende a generalizar-se nas zonas rurais do país e está associado ao facto de os pais não terem condições financeiras para manterem as crianças nas escolas, escreve o semanário 'domingo' na sua edição de hoje.

A fase-piloto do projecto de educação da rapariga na zona tampão do PNG, que está associado a estabelecimentos de ensino, decorreu de Julho de 2016 a Maio de 2017, envolvendo 17 clubes, sendo que em cada estabelecimento de ensino primário foram formados grupos de 15 a 20 raparigas.

Em Gorongosa, a taxa de abandono escolar chega a 81 porcento. Os níveis de abandono de escolaridade pelas mulheres são mais elevados quando comparados os dos homens.

Larissa Sousa, que lidera o projecto, explica que a iniciativa passa a beneficiar raparigas entre 10 e 16 anos, desde que sejam chefes de família ou filhos de pais com doenças crónicas.

Neste momento, os índices de analfabetismo feminino atingem 71 porcento a nível nacional.

Este projecto visa alcançar, sobretudo, àquelas raparigas que estão em situação de vulnerabilidade. No âmbito do mesmo, são oferecidas bolsas de estudos às raparigas sem condições económicas para frequentar o ensino secundário.

“As bolsas se destinam também às raparigas que também trabalham connosco aqui”, refere a coordenadora do projecto educativo, Larissa Sousa.

Assuntos Moçambique  

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