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14 Janeiro de 2018 | 14h21 - Actualizado em 14 Janeiro de 2018 | 14h21

Tunísia celebra sétimo aniversário de uma revolução inacabada

Túnis - Sete anos após a revolução contra a ditadura e a corrupção, a Tunísia enfrenta protestos sociais marcados pelos mesmos lemas de "trabalho, liberdade, dignidade", com inúmeros cidadãos desesperados para conseguir melhorar suas condições de vida.

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Tunísia: Protestos continuam

Foto: MOHAMED KHALIL

"Faz sete anos que esperamos, sem nenhuma mudança. Tivemos a liberdade, é verdade, mas estamos mais famintos que antes", lamentou Walid, desempregado de 38 anos em Teburba, na véspera da comemoração do aniversário da revolta, neste domingo, conta  Caroline Nelly Perrot, da AFP.

A cidade de Teburba, perto de Túnis, foi o cenário de várias noites de confrontos entre jovens manifestantes e as forças de segurança nesta semana, assim como outras cidades, onde pelo menos 800 pessoas foram detidas.

Esse movimento de protesto surgiu após a adopção de um orçamento para 2018 que aumenta os impostos e cria taxas que encolhem o poder aquisitivo, já debilitado por uma grande inflação.

Para a cientista política tunisina Olfa Lamlum, "essas mobilizações sociais revelam a ira, conduzida pelos mesmos que se mobilizaram em 2011 e não conseguiram nada de direitos económicos e sociais".

 O governo tunisino convocou sábado uma reunião ministerial para debater a situação.

 Para Essebsi, a imprensa estrangeira "amplificou" os distúrbios.

A revolução, ponto de partida da Primavera Árabe, começou em 17 de Dezembro de 2010, em Sidi Buzid, cidade do interior, quando o vendedor ambulante Mohamed Buazizi ateou fogo em si mesmo.

Um movimento de protesto contra o desemprego e o custo de vida veio em seguida, marcado por confrontos violentos que se espalharam por todo o país.

Sob pressão popular, o presidente Zine El Abidine Ben Ali, no poder há 23 anos, fugiu para a Arábia Saudita em 14 de Janeiro de 2011.

 Apesar de a Tunísia, o único país que sobreviveu à Primavera Árabe, ter conseguido avançar na sua transição democrática, ela continua presa a um marasmo económico e social.

Assuntos Tunísia  

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