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15 Maio de 2018 | 12h26 - Actualizado em 15 Maio de 2018 | 12h26

RCA: Bombardeiros franceses sobrevoam territórios rebeldes

Bangui- Bombardeiros franceses sobrevoaram domingo último territórios controlados por grupos rebeldes, que em Abril último ameaçaram lançar uma ofensiva contra Bangui, a capital centro africana, disse segunda-feira, a AFP, o porta-voz das Forças armadas francesas, coronel Patrik Steiger.

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imagem de aviões caças (Arquivo)

Segundo o responsável militar, dois caças franceses sobrevoaram domingo 13, a vila de Kaga-Bandoro, situada a 300 quilómetros a Norte de Bangui, em apoio a Missão da ONU na RCA (MINUSCA), indicou o responsável militar francês.

O apoio foi solicitado pela MINUSCA, e teve como objectivo reforçar o carácter dissuasivo do seu dispositivo, acrescentou.

A ONU e as outras forças internacionais estacionadas na RDC temem que as violências de 01 de Maio último que causaram 24 mortos e mais de 170 feridos, em Bangui, conduzam a um conflito inter-comunitário incontrolável, como o foi entre 2013-2014.

Aqueles confrontos aconteceram, depois de os rebeldes muçulmanos Séléka terem derrubado o Presidente François Bozizé.

Posteriormente, milícias «antibalaka», essencialmente cristãs e animistas uniram-se para combater a Séléka.

Desde 2014, um efectivo militar composto por 12.500 capacetes azuis e militares franceses (operação sangaris), em Bangui e nas províncias, reduziu drasticamente o nível de violências. As mesmas ressurgiram desde a retirada das forças francesas, em 2016.

Nos meados de Abril, dois principais grupos armados saídos do antigo Séléka, pretendendo defender os muçulmanos, ameaçaram desencadear uma ofensiva contra Bangui, a partir de Kaga-Bandoro.

Militarmente, a França continua presente na RCA, com pelo menos 50 instrutores e drones tácticos.

Dispõe ainda de caças na região, nomeadamente, em N’Djamena (Tchad), e pode intervir em apoio a MINUSCA, se essa for gravemente ameaçada», em virtude do mandato de paz da ONU.

Segunda-feira, a porta-voz do Ministério francês dos Negócios estrangeiros, Agnès Von Der Mull, disse num comunicado que a França estava preocupada com a persistente violência e com as actividades desestabilizadoras perpetradas pelos grupos armados, em Bangui, e no resto do país.

Der Mull reiterou o apoio da França ap Presidente Faustin-Archange Touadera e às autoridades centro africanas, nos seus esforços visando a restabelecer a restabelecer a segurança e a autoridade do Estado em todo o território nacional.  

Na RCA, o Estado apenas controla uma pequena porção do país, e os grupos armados batem-se nas províncias para o controlo dos recursos naturais, nomeadamente os diamantes, o ouro e o gado.

Assuntos RCentro Africana  

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