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14 Junho de 2018 | 08h37 - Actualizado em 14 Junho de 2018 | 08h36

Mali/Conflito armado: Chefe da diplomacia francesa critica falta de vontade política

Bamako - O ministro francês dos Negócios estrangeiros, Jean-Yves Le Drian, criticou recentemente, em Stockholm (Suécia), a falta de vontade política para a aplicação dos acordos de paz, no Sahel.

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Jean Yves Le Drian, Ministro francês dos Negócios estrangeiros

O chefe da diplomacia francesa que falou à saída de um encontro com o seu homólogo sueco, em Stockholm, explicou que os acordos de Argel têm tudo para instaurar a paz no Mali, e globalmente, no Sahel.

É preciso vontade política para transformar os acordos em realidade, o que ainda não é o caso, disse, desejando que o seja depois da eleição presidencial, prevista para o próximo dia 29 de Julho.

Jean-Yves Le Drian lamentou o facto de, apesar dos acordos de Argel assinados em 2015, existirem ainda grandes regiões malianas sob o controlo dos grupos armados, em detrimento do Exercito maliano, das forças francês e dos capacetes azuis.

Assinados sob a égide da Argélia, os acordos de 2015, e que continuam a não ser aplicados, tinham como objectivo o isolamento definitivo dos djihadistas.

As violências propagaram-se para o Burkina Faso e o Níger, e muitas vezes transformam-se em conflito inter-comunitários.

“Se há uma mensagem que devo passar ao Presidente maliano, àquela ou outra pessoa a participar do processo eleitoral, aos candidatos. Fazer com que eles engajem-se na aplicação dos acordos de Argel”, insistiu o diplomata francês. No Mali, a primeira volta da eleição presidencial ocorre no dia 29 de Julho.

O Presidente Ibrahim Boubacar Keïta candidate-se pela segunda e última vez.

Uma manifestação organizada pela oposição no princípio de Junho, resultou em vários feridos, o que levou a União Europeia a apelar ao respeito da liberdade de expressão.

Assuntos Mali  

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