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03 Fevereiro de 2019 | 07h10 - Actualizado em 05 Fevereiro de 2019 | 09h16

Camarões libertam jornalistas detidos com militantes de partido da oposição

Yaoundé - Os dois jornalistas camaroneses detidos segunda-feira, em Doualá, com quase 80 militantes do Movimento da Renascença dos Camarões (MRC, oposição) e transportados para Yaoundé sob forte escolta policial, foram libertados esta sexta-feira, soube a PANA no local.

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Mapa das Repúbicas dos Camarões

Foto: Angop

Os dois jornalistas foram detidos juntamente com o presidente do MRC e candidato derrotado nas últimas eleições presidenciais, Maurice Kamto, e vários quadros e militantes do seu partido, antes de serem transferidos para a Polícia Judiciária, em Yaoundé.


Trata-se de Théodore Tchopa e David Enyegue, jornalistas do diário privado « Le Jour » destacados, em Doualá. Eles foram detidos quando cobriam uma reunião do MRC no domicílio de Albert Dzogang, um dos responsáveis deste partido.

A sua libertação segue a uma onda de protestos e apelos, internos e externos, contra a sua detenção, numa cruzada liderada pela Repórteres Sem Fronteiras (RSF), uma organização de defesa da liberdade de imprensa sediada em Nova Iorque (Estados Unidos), e pelo Sindicato Nacional dos Jornalistas Camaroneses (SNJC).

As duas entidades pediram a libertação imediata e incondicional de Théodore Tchopa e David Eyengue, considerando que cobrir as atividades da oposição "não é um crime, mas antes um dever dos jornalistas políticos".

Théodore Tchopa e David Eyengue, todos membros do SNJC, foram detidos em casa de um próximo de Maurice Kamto, o segundo candidato mais votado nas eleições presidenciais de outubro de 2018, no país, e que contesta a reeleição de Paul Biya.

Ao deter arbitrariamente jornalistas que apenas fazem o seu trabalho, as autoridades camaronesas não dão resposta, mas contribuem pelo contrário para acentuar a crise política que o país atravessa atualmente, referia em comunicado Arnaud Froger, responsável da RSF para África, que pediu a  libertação imediata e incondicional dos dois profissionais.

Por seu turno, a organização sindical camaronesa também emitiu um comunicado a exigir  a libertação dos dois repórteres, que, segundo ela, "foram confundidos" com quadros e militantes da oposição detidos segunda-feira, no mesmo local.

Segundo o SNJC, os jornalistas que estavam "em pleno exercício das suas funções" foram transferidos, durante a noite, para a delegação regional da Polícia Judiciária de Yaoundé.

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