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05 Fevereiro de 2019 | 12h34 - Actualizado em 05 Fevereiro de 2019 | 12h33

Países ocidentais revelam apreensão com "obstáculos" ao investimento

Johanesburgo - A África do Sul expressou desapontamento neste domingo depois que os Estados Unidos e outras potências ocidentais escreveram ao presidente Cyril Ramaphosa a pedir que ele enfrentasse a corrupção e disse que esses países violaram o protocolo diplomático.

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O jornal Sunday Times informou que os Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha, Holanda e Suíça enviaram um memorando conjunto a Ramaphosa através das suas missões diplomáticas em Pretória para alertar que o investimento estrangeiro está em risco, a menos que a África do Sul tome medidas concretas contra os autores da corrupção e outros crimes graves.

Os países também expressaram preocupação com o que chamaram de "obstáculos" ao investimento estrangeiro, como "constantes mudanças de metas" no marco regulatório para as metas de mineração e empoderamento económico dos negros, refere o jornal.

Entretanto , o Departamento de Relações Internacionais e Cooperação da África do Sul (DIRCO) disse ter notado “com desapontamento o envio de um memorando ao gabinete da presidência” pelas cinco embaixadas.

"Isso é um desvio da prática diplomática estabelecida", disse a DIRCO num comunicado.

“Em termos de prática diplomática, protocolo e convenção aceitáveis, espera-se que as missões diplomáticas se comuniquem com o Estado receptor por meio de uma nota verbal (nota diplomática) veiculada pelo departamento”, acrescentou.

De acordo com o Sunday Times, os cinco países disseram que deveria haver um "claro, incondicional e manifesto compromisso político com o Estado de Direito, a independência do Judiciário e com práticas comerciais honestas e éticas".

A DIRCO disse que todas as preocupações levantadas pelos investidores estavam a ser abordadas.

“Estamos satisfeitos que todos os ramos do nosso estado democrático, incluindo agências estatais, estão vigorosamente a buscar os seus respectivos mandatos para enfrentar os nossos desafios actuais”, disse DIRCO.

Ramaphosa prometeu erradicar a corrupção e abordar a incerteza política na economia mais avançada da África. Um inquérito sobre corrupção estatal está em curso.

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