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14 Março de 2019 | 07h48 - Actualizado em 14 Março de 2019 | 16h35

Guiné-Bissau/Eleições: PAIGC não consegue maioria absoluta

Bissau - O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) ganhou a eleição legislativa de 10 de Março com 47% dos votos, sem conseguir uma maioria absoluta.

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José Mário Vaz, Presidente da Guine Bissau

Foto: Pedro Parente

Domingos Simão Pereira, secretário geral do PAIGC

Foto: Nelson Malamba

Os resultados provisórios publicados quarta-feira pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE) e que o “Jeune Afrique” teve acesso indicam que o PAIGC obteve 47 dos 102 assentos parlamentares que compõem a Assembleia nacional.

Mesmo assim, prevê-se que o seu secretário-geral, Domingos Simões Pereira volte a ser o Primeiro-ministro da Guiné-Bissau, três anos depois da sua destituição do cargo pelo Presidente José Mário Vaz.

No entanto, para governar, o PAIGC será forçado a negociar com os três  pequenos partidos políticos que conseguiram sete assentos, mormente  o Partido Parti Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), a União para a Mudança (UM) e o Partido da Nova Democracia (PND).

Todavia, o PAIGC terá perante si os deputados que o abandonaram em Agosto de 2018, para formar o MADEM G-15, conquistando 27 assentos, e que aliaram-se ao Partido de Renovação Social (PRS), com 21 assentos, formando um bloco de 48 deputados.

Segundo os resultados provisórios, o partido do falecido Kumba Yala, que obteve 41 assentos em 2014, perde o seu estatuto de primeira formação política da oposição guineense.

Para evitar que o país volte a descambar numa violência política, os grandes partidos engajaram-se recorrer aos meios legais, como o Tribunal supremo, em caso de contestação dos resultados.

De acordo com o presidente da CNE, Pedro Sambù, o pleito correu bem, não havendo, até agora, qualquer contestação.

A população e a comunidade internacional esperam que a eleição venha a resolver e não agravar a crise que o país atravessou desde a demissão, em Agosto de 2015, pelo Presidente Mário Vaz, do então Primeiro-ministro Domingos Simões Pereira.

Nuno Gomes Nabiam, derrotado pelo Presidente Mário Vaz, na segunda volta das eleições presidenciais de 2014, e líder do Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) com cinco deputados pode fazer pender a maioria absoluta, tanto para o PAIGC, como para a coligação PRS / MADEM G-15.

Se a sorte favorecer o PAIGC, haverá, de certeza, mais confrontos políticos entre Domingos Simões Pereira e o Presidente Mário Vaz, já que este manifesta a sua preferência pelo PRS.

Nestas circunstâncias, parece que na Guiné-Bissau “a procissão ainda vai no adro”. Uma eleição presidencial prevista e cuja data ainda não foi anunciada, deve ter lugar em 2019.

“Nada indica que tais eleições resolverão os problemas que minam o país”, preveniu domingo o secretário-geral da ONU, António Guterres.

O mais alto funcionário da ONU apelou à reforma da Constituição guineense em vigor, para se clarificarem os papéis dos dois responsáveis do Executivo, causas das várias tensões políticas dos últimos cinco anos.

Assuntos Guiné-Bissau  

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