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13 Abril de 2019 | 04h36 - Actualizado em 13 Abril de 2019 | 04h36

Sudão: Novo líder da junta militar toma posse para dirigir transição

Cartum - O novo líder da junta militar do Sudão, Abdul Fatah al Burhan, constituído quinta-feira última para dirigir o país, após a destituição do presidente Omar al Bashir, tomou posse na noite desta sexta-feira, depois de ter sido nomeado pelo seu antecessor, Awan bin Aur, que esteve no cargo apenas 24 horas.

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O general Al Burhan jurou o seu cargo com o uniforme militar e diante de outro uniformizado, como mostrou a emissora de televisão estatal sudanesa, que transmitiu apenas imagens, sem locução ou legendas.

Essas imagens foram transmitidas pela emissora estatal pouco depois que o ministro da Defesa sudanês, Awad bin Auf, apareceu na televisão para renunciar ao seu cargo à frente do Conselho Militar Transitório e designar Al Burhan para substitui-lo.

Em mensagem lida diante das câmaras, Bin Auf anunciou que a sua decisão busca "preservar a unidade do exército" e "evitar fendas" no seu seio.

Além de renunciar, afastou do seu cargo o vice-presidente da junta, Kamal Abdel Maaruf, que é chefe do Estado-Maior do Exército sudanês.

Bin Auf tomou posse quinta-feira à noite, poucas horas depois de ter sido o encarregado de anunciar aos sudaneses que as Forças Armadas tinham derrubado Al Bashir e o mantinham sob detenção, em resposta a quase quatro meses de protestos nas ruas contra o governante.

Os manifestantes e a oposição rejeitaram desde o primeiro momento a criação de uma junta militar e a própria figura de Bin Auf, e a noite comemoraram a sua demissão nas ruas de Cartum.

As Forças da Liberdade e da Mudança, coligação de partidos e grupos opositores, asseguraram em comunicado que seguirão adiante com as mobilizações e com o acampamento às portas da sede do comando do exército na capital, até a entrega do poder a uma autoridade civil e a suspensão das medidas de excepção.

O chefe do comité político da junta militar, Omar Zein Alabidin, assegurou hoje em conferência de imprensa que o poder será repassado a um governo civil ao final da etapa transitória, que a princípio duraria dois anos.

Assuntos Política  

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