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09 Julho de 2019 | 17h17 - Actualizado em 09 Julho de 2019 | 17h17

Burundi beneficia de ajuda japonesa de um milhão de dólares

Bujumbura - Uma ajuda japonesa de um milhão de dólares acaba de ser desbloqueada para o financiamento de um projecto destinado às vítimas das "epidemias e catástrofes naturais" no Burundi, anunciou hoje à rádio nacional Rtnb o secretário permanente do ministério burundês dos Negócios Estrangeiros, Isidore Ntirampeba.

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Bandeira do Burundi

Foto: Divulgação

O projecto foi lançado segunda-feira em Gatumba (25 km a oeste de Bujumbura), na fronteira com a República Democrática do Congo (RDC).

"Este projecto financiado de um milhão de dólares visa prestar assistência às pessoas afectadas por epidemias e catástrofes naturais, bem como aos repatriados", disse.

"O projecto vai igualmente prestar um apoio logístico de base às populações atingidas pelas catástrofes naturais", acrescentou.

Esta população beneficiará ainda de "kits de reparação dos abrigos de emergência, assistência ao reassentamento, sensibilização sobre a protecção e apoio aos casos mais vulneráveis, bem como de ajuda ligada ao tratamento da água, higiene e saneamento (EHA)".

A outra parte do projecto concerne ao reforço da luta contra as epidemias, do qual o dirigente burundês considerou de "mais urgente devido à epidemia de Ébola que se regista na vizinha RDC".

Finalmente, o projecto prestará assistência aos burundeses repatriados da Tanzânia e permitirá a sua reintegração na sociedade.

Segundo o ministério do Interior, 200 mil burundeses já regressaram ao país.

Por sua vez, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) indica que cerca de 400 mil burundeses estão ainda refugiados em países vizinhos, como a Tanzânia, o Rwanda e a RDC.

No Burundi, estas catástrofes estão geralmente ligadas aos fenómenos climáticos que provocam inundações acompanhadas de deslizamentos de terra, incêndios ou seca.

Em 2018, os desastres naturais deixaram mais de 40 mortos e afectaram pelo menos 48 mil e 281 famílias, segundo o ministério da Solidariedade Nacional.

Esta situação é agravada por uma crise política e de segurança que, há mais de dois anos, abalou o país após a decisão do presidente Pierre Nkurunziza de concorrer ao terceiro mandato presidencial, considerada de ilegal pela oposição e pela sociedade civil.

As violências que se seguiram à crise já deixaram mais de mil mortos e forçaram mais de 400 mil pessoas a fugir do país, segundo o relatório do ACNUR, publicado a 31 de Maio.

Assuntos Burundi  

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