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19 Setembro de 2019 | 19h58 - Actualizado em 19 Setembro de 2019 | 19h58

África do Sul pede desculpa a Nigéria pela violência contra imigrantes

Pretória - O enviado especial da África do Sul a Nigéria expressou as mais "sinceras desculpas" ao Presidente Muhammadu Buhari, pelos violentos ataques anti-imigrantes ocorridos na província de Gauteng nas últimas semanas, que elevaram a tensão diplomática entre os dois países.

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Por Raquel Betlehem/Angop

Jeff Radebe, ex-ministro da Energia e antigo ministro junto da Presidência da República para o Planeamento e Monitorização, de 2014 a 2018, foi o portador da mensagem do Presidente Cyril Ramaphosa ao seu homólogo nigeriano.

No final da audiência, Jeff Radebe disse aos jornalistas, na capita Abuja, que a missiva está relacionada "ao pedido de desculpas do Chefe de Estado sul-africano sobre  os incidentes que ocorreram na África do Sul".

Radebe acrescentou que esses tumultos "não representam os objectivos pelos quais nos relacionamos", tendo adiantado que a polícia do seu país está a trabalhar "para levar a justiça a todos os implicados na perturbação da ordem e propriedade públicas".

A escolha do Presidente Ramaphosa recaiu sobre Radebe, um negociador exímio, que já ocupou o cargo de ministro da Justiça e do Desenvolvimento Constitucional, no período de 2009 a 2014, durante o mandato do ex-Estadista Jacob Zuma.

Jeffrey Thamsonga "Jeff" Radebe, nascido aos 6 de Agosto de 1953, foi o mais longevo servidor na história da governação sul-africana, tendo pertencido a todas as administrações desde 1994 (após as primeiras eleições democráticas do país), e trabalhado com todos os presidentes da época pós-apartheid.

Por sua vez, o Presidente Nigeriano, Muhammadu Buhari, após agradecer o gesto do seu homólogo, informou que " as relações entre os dois países serão solidificadas", disse o enviado especial sul-africano.

Do lado nigeriano da história, e como resultado dos acontecimentos ocorridos em território sul-africano, a violência também tomou conta de instituições e investimentos da África do Sul naquele país, mormente a destruição dos escritórios da Empresa de Telefonia Móvel "MTN", empreendimentos comerciais da rede "Shoprite" e outros pequenos estabelecimentos.

A embaixada e o consulado sul-africanos em Abuja e Lagos, respectivamente, foram forçados a encerrar as suas portas por ordem da ministra das Relações Internacionais e Cooperação, Naledi Pando, após várias ameaças de morte dirigidas aos seus diplomatas e demais funcionários.  

A chefe da diplomacia realizou, na semana passada, em Pretória, um encontro com os embaixadores e altos comissários africanos acreditados neste país, durante o qual informou e tranquilizou os diplomatas sobre os passos que o governo encetou para estancar a violência que acabava de eclodir nas províncias de Gauteng e Kwazulu Natal.

A Nigéria repatriou , na última semana, 182 dos 600 nigerianos vítimas da violência xenófoba que assolou a África do Sul, e que causou uma reacção condenatória dos demais estados de todo o continente africano.

O governo sul-africano estima em cem mil  o número de cidadãos nigerianos que vivem no seu país.

Assuntos África do Sul  

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