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17 Junho de 2017 | 06h00 - Actualizado em 19 Junho de 2017 | 10h40

Ambientalista sugere gestão racional dos recursos naturais

Luanda - O combate à desertificação deve estar assente em um programa sério de preservação ambiental que reforce o uso racional dos recursos naturais e a sustentabilidade do solo.

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má gestão de recursos degrada ambiente (foto arquivo)

Foto: José Cachiva

Edevaldo de Almeida, Engº Ambiental

Foto: Cedida

Esta apreciação foi manifestada à Angop neste sábdo pelo engenheiro ambiental Edevaldo Alves Frederico de Almeida, a propósito do 17 de Junho Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca.

Tal programa, acrescentou, deve reforçar o uso de soluções sustentáveis na agricultura, na consciencialização das comunidades, por meio da educação ambiental e na implementação de políticas de redução de gases de efeito estufa.

Para ele, a desertificação reduz gradativamente a produtividade dos solos, originando os desertos, nos casos mais extremo, e fazendo com que diminuam a quantidade de zonas cultiváveis.

“O empobrecimento do solo, caracterizado pela perda dos nutrientes, inviabilizando o seu uso para agricultura, afecta a economia local, visto que muitas famílias retiram seu sustento por meio dessa prática.

Com isso, toda economia do país passa a ser influenciada, podendo ocasionar  o aumento da pobreza nas comunidades pela diminuição da renda, além de que, as acções para mitigar a desertificação acabam por ser onerosas.

O especialista salientou que boa parte da população nas comunidades obtêm seus recursos através do manejo do solo. Havendo desertificação ou seca fica privada de desenvolver actividades para o seu sustento o que a leva a  transferir-se para novas áreas em busca de melhores condições de vida.

"Essa mudança de habitat gera maior pressão ambiental e social sobre as novas áreas habitacionais", acrescentou.

Desta forma, considera que o governo deve continuar a criar políticas públicas para controlar, reverter e até mesmo evitar a desertificação e seca, seja por acções próprias ou por busca de parcerias com empresas privadas e ONG, incentivando sempre a educação ambiental para obter o envolvimento de todos.

Edevaldo de Almeida disse haver condições para a exploração racional dos recursos, a fim da preservação dos solos, tal como o sistema de captação de água da chuva, na agricultura, permitindo a diminuição da pressão sobre o meio ambiente para obtenção de recursos hídricos.

Ao mesmo tempo, garante uma reserva estratégica nos casos de escassez desse recurso e diminui os encargos financeiros das comunidades, visto que,  devido à dificuldade de acesso à água, se torna necessário adquiri-la a custos consideráveis - explicou.

“Essas alternativas que garantem o desenvolvimento sustentável permitem a preservação do meio para as gerações futuras” - salientou.

Adiantou que órgão nacional criado para coordenar as medidas de combate à desertificação e mitigação dos efeitos da seca no país, em consonância com a nova legislação sobre florestas, que substitui o regulamento florestal de 1962, define a necessidade do Estado elaborar e implementar estratégias a médio e longo prazo, para combater esse grande problema.

Desta forma, será possível monitorar o surgimento de áreas improdutivas e criar condições para a perfeita gestão dos recursos da flora e fauna, assim como diminuir a pobreza por meio das condições básicas de vida das comunidades.

Alves de Almeida valorizou, por outro lado, a implementação rigorosa do Programa de Acção Nacional de Combate à Desertificação, na medida que incentiva o estabelecimento de parcerias institucionais entre as diferentes áreas e sectores, sempre com o foco na luta contra a seca e desertificação, mas envolvendo a população.

Assuntos Ambiente  

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