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15 Maio de 2018 | 15h32 - Actualizado em 15 Maio de 2018 | 15h32

Director do PNUD valoriza reabilitação do Parque Nacional do Iona

Luanda - O director do PNUD, Henrik Fredborg, em Angola valorizou, hoje em Luanda, o Projecto Nacional da Biodiversidade, Conservação e Reabilitação do Parque Nacional do Iona, cujos resultados poderão impulsionar o ecoturismo na região

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Pormenor do Parque Nacional do Iona

Foto: Angop

O pronunciamento do director do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento)  (PNUD) foi feito durante o encerramento do Projecto Nacional de Biodiversidade/Conservação do Parque Nacional do Iona iniciado em 2013.

"O Projecto Nacional da Biodiversidade, Conservação e Reabilitação do Parque Nacional do Iona é altamente relevante para o país, pois contribuiu para a reconstrução nacional depois de décadas de guerra que diminuiram a capacidade de gestão das áreas de conservação" - lembrou.

Henrik Fredborg garantiu que o impacto positivo dos trabalhos iniciados por este projecto não terminam aqui e as suas lições serão usadas para outras áreas de conservação de Angola.

O director do PNUD recomendou a inclusão das comunidades tradicionais que vivem em contacto diário com  os parques para se desenvolver o turismo baseado nas atracções naturais de Angola, suas paisagens, espécies endêmicas de animais, flora distinta e recursos marinhos.

Referindo-se ao desenvolvimento do plano de gestão integrada do parque para o pedíodo de 2015/2025, Henrik Larsen disse que o projecto iniciou um trabalho de envolvimento das comunidades locais no turismo comunitário como mecanismo para minimizar o seu impacto sobre a biodiversidade do parque.

O Parque Nacional do Iona situa-se entre o Oceano Atlântico, sendo delimitado, a Sul, pelo rio Cunene, e, a Norte, pelo rio Curoca. A sua delimitação oriental segue o Vale Otchifengo, entre os rios Curoca e Cunene, até às quedas de Monte Negro. O Parque conta com 15.150 km² de paisagens, ecossistemas e eco-regiões bastante diversificadas, sendo ainda o principal habitat de uma das mais distintas e antigas plantas conhecidas pela ciência – a Welwitschia mirabilis.

O Parque acolhe também uma rica diversidade de animais e plantas, conhecidos apenas no Deserto do Namibe, e de espécies mais amplamente distribuídas, que têm genótipos e fenótipos locais, adaptados ao ambiente do deserto. As altas montanhas de Tchamalindie e Cafema atingem mais de 2000m de altitude, onde foram, recentemente, descobertos elementos da distante flora Capensis. O Iona também tem 180km de costa atlântica, parte do Grande Ecossistema Marinho da Corrente de Benguela.

Os ecossistemas do deserto e das savanas áridas que dominam o Parque, acolheram, anteriormente, grandes manadas de órixes, zebras de Burchell, zebras das montanhas, antílopes, pequenas populações de impalas de cara negra, cudos e elefantes. Com excepção dos antílopes e dos órixes e, em menor escala, da zebra das montanhas, estas populações foram dizimadas durante a guerra. A anteriormente robusta população de rinocerontes negros encontra-se agora extinta em Iona, enquanto muitos dos mamíferos de menor porte, incluindo a maioria dos carnívoros, se encontram em vias de extinção.

O Parque do Iona é ainda importante ao nível regional, do ponto de vista de conservação, na medida em que forma uma ligação contígua com as extensas áreas costeiras de conservação da Namíbia, proporcionando, desta forma, o potencial para formar uma das maiores Áreas de Conservação Transfronteiriças na África (a Área de Conservação Transfronteiriça de Iona-Costa do Esqueleto).

Assuntos Ambiente   Biodiversidade  

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