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09 Agosto de 2017 | 17h57 - Actualizado em 10 Agosto de 2017 | 12h19

Angola: Cabo de fibra óptica Angola-Brasil começa funcionar em 2018

Luanda - O cabo submarino de fibra óptica denominado "South Atlantic Cable System (SACS)", que vai ligar Luanda (Angola)/Estado de Ceará (Brasil), visando a melhoria e redução de custos no acesso aos serviços das telecomunicações no país, entra em funcionamento em Julho de 2018.

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Cabo submarino de fibra óptica Angola-Brasil

Foto: Cortesia de Quindala Manuel/Edições Novembro

Estação de submarinos de Sangano

Foto: Clemente dos Santos

A concretização deste projecto de iniciativa do Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, em parceria com a multinacional angolana, Angola Cables, vai transformar Angola no primeiro país do mundo a ligar a África e América do Sul por via do Oceano Atlântico, numa extensão de seis mil e 200 quilómetros.

Além de unir os dois continentes, via marítima, o SACS tornará igualmente Angola no epicentro das telecomunicações a nível do continente africano, garantindo uma rota de tráfego África/Estados Unidos de América/Europa, através do cabo de fibra óptica West Africa Cable System (WACS), que liga 11 países do continente africano e três da Europa, segundo o gestor do projecto SACS, Clementino Fernando.

O gestor que falava à imprensa durante o acto de lançamento oficial do SACS, que aconteceu hoje, quarta-feira, na localidade de Sangano, município de Quissama, em Luanda, referiu que este sistema terá uma latência (tempo de reacção) de cerca de 60 mil segundos, permitindo maior velocidade das comunicações no país e mundo.

Garantiu que todo equipamento (cabos e navios) já está disponível no Japão, por ser o país fabricante e detentor da empresa que está a executar a obra, permitindo com que até Fevereiro de 2018 se conclua a instalação do cabo.

"A finalização da instalação do SACS está prevista para o primeiro trimestre de 2018 e em Julho do mesmo ano a empresa japonesa vai passar a infra-estrutura concluída à  gestora do projecto, Angola Cables", afirmou.

Segundo Clementino Fernando, o SACS será instalado numa profundidade de 1,5 metros nas águas rasas e sete quilómetros no alto mar, evitando a danificação do cabo submarino na circulação constante de navios e dos recursos marinhos.

O SACS, constituído por 72 repetidores, prevê ter uma capacidade de 40 terabits/segundo, 10 terabits/cada par de fibra e 80 gigabits, na fase inicial.     

Na ocasião, o governador do Estado do Ceará (Brasil), Camilo Santana, afirmou que a instalação do primeiro cabo que vai unir África e América do Sul possibilitará ter uma conexão mais rápida que anteriormente quando a ligação era feita Europa/Estados Unidos de América/ Brasil, assim como reforçar cada vez mais as relações bilaterais entre os países.

"Vamos continuar a estreitar as nossas relações entre os povos dos dois países e do mundo através das telecomunicações, reforçando a amizade e união entre as nações", referiu o governante brasileiro.

O acto de início da colocação do cabo submarino de fibra óptica na água  foi orientado pelo ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha e testemunhado pela ministra da Ciência e Tecnologias, Cândida Teixeira, responsáveis do governo provincial, diplomatas e técnicos do sector.

A execução deste projecto representa a materialização da estratégia de acesso aos cabos submarinos, aprovada em Abril de 2009 pelo Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos.

Assuntos Economia  

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