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24 Maio de 2018 | 14h43 - Actualizado em 24 Maio de 2018 | 14h57

Burocracia limita transferência tecnológica ao país

Luanda - O excesso de burocracia na constituição de empresas dificulta o investimento estrangeiro e transferência de tecnologia para o país - realçou hoje, em Luanda, o delegado da economia alemã em Angola, Ricardo Gerik.

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Ricardo Gerik, delegado da Economia Alemã em Angola

Foto: Foto Cedida

O responsável prestou esta informação quando falava à comunicação social na inauguração de uma loja de produtos da "linha branca" da Bosch, versada à comercialização de electrodomésticos.

Segundo Ricardo Gerik, os países desenvolvem-se com a massificação de pequenas empresas, mas Angola ainda não ultrapassou o problema da burocracia neste sector, onde se observam dificuldades para vender facilidades, e isto tem impacto na transferência de conhecimento em África no geral.

Desta forma, defendeu o combate ao excesso de burocracia para que se estimule o investimento estrangeiro e o processo de transferência de tecnologia.

“As empresas alemãs investem muito em formação profissional, por entenderem que o maior investimento que se pode fazer num país é nos recursos humanos, e África precisa destes investimentos e da criação de pequenas empresas para evitar a fuga de cérebros para os outros continentes” - destacou

Na Alemanha, acrescentou, 85 porcento das empresas são pequenas e garantem a sustentabilidade do país. Angola deve enveredar pelo mesmo caminho, desde que se facilite o processo da sua criação para se evitar a morte de 97 empresas das cem criadas por ano.

Associado a isto, disse, os bancos comerciais e outras instituições financeiras devem ter políticas de créditos e de financiamento mais flexíveis e com juros atractivos que propiciem a criação de pequenas empresas nacionais e acabe  com a sua falência.

Fez saber que esta situação está na origem da diminuição do volume de negócio entre os dois países, mas mais para o lado de Angola.

Por sua vez, o vice-presidente da Bosch para África, Allan Oyier, afirmou que o grupo já comercializa alguns produtos em Angola, mas esta linha é nova e espera que nos próximos anos outras linhas como a da tecnologia automóvel possa ter também uma loja.

Assuntos Investimentos   Tecnologias  

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