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26 Junho de 2018 | 12h52 - Actualizado em 26 Junho de 2018 | 13h56

Especialista defende atenção à catalogação e protecção de dados

Luanda - O director da Empresa de Sistemas, Tecnologias e Industria SISTEC, Nuno Vidal, defendeu hoje (terça-feira), em Luanda, maior atenção à catalogação e protecção de dados, para se evitarem ataques e invasões nos sistemas informáticos das empresas

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Director da SISTEC, Nuno Vidal

Foto: Nelson Malamba

Segundo o director, que falava num fórum sobre o sistema e protecção de dados, 80 porcento dos incidentes informáticos acontecem dentro das próprias empresas, mediante a alteração de dados e má utilização, seja ela por negligência ou intencional.

"Partes das instituições ainda não estão em um nível aceitável no que toca à protecção de dados, uma vez que não fazem a catalogação dos seus dados", destacou.

Nuno Vidal explicou que as empresas que oferecem serviços de comunicações electrónicas acessíveis ao público também devem manter um registo preciso das violações de dados, indicando os factos e consequências concretas de cada violação e as mediadas implementadas para reparar ou prevenir a violação.

A lei de serviços de comunicações electrónicas e da sociedade da informação, prosseguiu o director, estabelece o direito de todos os cidadãos beneficiarem de protecção contra abusos ou violações de seus direitos através da internet, ou por outro meios electrónicos, tais como o direito à confidencialidade das comunicações, privacidade e à não divulgação de seus dados.

O director acrescentou que não é permitido armazenar nenhum tipo de dados pessoais sem o consentimento prévio do usuário, isso, referiu, não impede o armazenamento ou acesso técnico com o único propósito de realizar a transmissão de uma única comunicação através de uma rede de comunicação electrónica ou se for estritamente necessário para que o provedor de um serviço da sociedade de informação forneça um serviço expressamente solicitado pelo assinante do utilizador.

O director disse existir no país uma lei de protecção de dados, que prevê a criação da Agência de Protecção de Dados (APD), cujo estatuto orgânico foi aprovado em Outubro de 2017.

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