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13 Junho de 2018 | 15h23 - Actualizado em 13 Junho de 2018 | 15h41

Mundial2018: Histórico africano em mundiais

Luanda - África estreou-se numa fase final do Campeonato do Mundo em futebol em 1934 por intermédio do Egipto, mas no global, de lá até cá, os africanos têm deixado marcas positivas, algumas negativas e outras insólitas.

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El-Hadji Diouf - referência do futebol mundial (arquivo)

Foto: Alberto Julião

Nos primórdios, as selecções africanas eram vistas como “animadoras”, fruto do baixo nível competitivo, ao contrário do actual quadro em que já granjearam certo respeito com algumas a atingirem os quartos-de-final.

1934 (A estreia)

O Egipto foi o primeiro africano a disputar à fase final do Mundial, logo na segunda edição do evento. Realizou apenas um jogo (era eliminatória directa), tendo perdido por 2-4, frente a Hungria.

1970 (Primeiro ponto)

Nesta edição, no México, o representante africano foi a selecção do Marrocos, que conseguiu o primeiro ponto, no empate com a Bulgária (1-1).

O guarda-redes Allal Ben Kassou foi o grande destaque, não no jogo do empate, mas sim na derrota frente a Alemanha (1-2) em que defendeu quase tudo e inclusive um penalte do melhor marcador da competição, Gerd Muller.

1974 (Factos inusitados e goleada)

Na Alemanhã, em 1970, o Zaire representou o continente, sendo a primeira da África “negra” a fazê-lo. Na segunda jornada, diante da Jugoslavia, perdiam por 2-0 e o guarda-redes Kazadi pediu para ser substituido porque não tocava na bola. Nem isto impediu a goleada de 9-0, uma das maiores de sempre.

1978 (Primeira vitória)

A Tunísia conquistou a primeira vitória de um africano em 1978, vencendo o México por 3-1, fazendo com que no ano seguinte o continente fosse representado por dois países.

1980 (Majder supera Rummenigge)

Quatro anos depois, a Argélia protagonizou a primeira grande supresa, vencendo a Alemanha, candidata ao título, por 2-1. Uma vitória quase inacreditável, frente a um adversário com nomes como Paul Breitner, Horst Hrubesch e Karl-Heinz Rummenigge, que foram contrariados por Rabah Madjer, Lakhdar Belloumi e Ali Fergani, os destaques argelinos em 1982.

1986 (Primeira presença nos oitavos-de-finais)

Em 1986, no México, um nome fez toda a diferença, trata-se do marroquino Aziz Bouderbala, que liderou a sua selecção até aos oitavos-de-final, tornando-se na primeira africana a transitar da fase de grupos no Mundial.

1990 (Dança e presença nos quartos-de-final)

A cada edição a prestação dos africanos foi melhorando e na Itália em 1990 os Camarões chegaram pela primeira vez aos quartos-de-final, numa prova marcada pela vitória na primeira jornada diante do então campeão em título, a Argentina, por 1-0.

No mesmo ano, já nos oitavos-de-final, o avançado camaronês de 38 anos, Roger Milla, em fim de carreira, foi convocado apenas por uma exigência presidencial, no entanto, marcou um dos golos frente a Colombia, após desarme da bola ao guarda-redes contrário, festejando de forma inusitada.

Roger Milla correu até a bandeirinha de canto e “rebolou”, numa ginga semelhante ao Samba. No final do desafio confirmou que o objectivo foi sambar, imitando o brasileiro Careca que na mesma prova festejou um golo frente a bandeirinha.

Depois de 90 surgiram vários tipos de festejos e a Coca-Cola, na sua publicidade, considera o camaronês um dos precursores na variedade de comemorações surgidas pelo mundo.

1994 (“Avô” Roger Milla)

Nos Estados Unidos, em 1994, Roger Milla, 42 anos, voltou a fazer história, tornando-se no futebolista mais velho a disputar uma fase final do Mundial. Mas o destaque, em termos competitivos, recaiu mesmo para a estreante Nigéria.

Liderada por Rashid Yekini, chegou aos oitavos-de-final, na primeira vez que o continente foi representado por três selecções.

1998 (Apito africano na final e finta que valeu milhões)

Quatro anos depois África já tinha direito a cinco vagas. Em 1998 na França dois momentos marcaram a representação do continente. O regresso às grandes competições do nigeriano Nwankwo Kanu, que tinha sido operado ao coração dois anos antes e inclusive era dado como inapto para o futebol.

Foi igualmente marcante o facto do árbitro egípcio Said Belqola ter apitado à final entre a França e o Brasil, sendo o primeiro africano nomeado para um jogo de tal dimensão.

O “drible” do nigeriano Okocha viralizou na comunicação social. A façanha ajudou na sua contratação pelo PSG. O jogador, apelidado de Jay, ficou conhecido por Jay Jay Okocha, por causa da dificuldade que o técnico do clube francês, que era gago, tinha em pronunciar o seu nome.

2002 (Senegal “mostra” Diouf ao mundo)

Na organização conjunta Coreia do Sul e Japão (2002), mas um africano surpreendeu derrotando um campeão em título na abertura.

À semelhança do que aconteceu com os Camarões frente a Argentina em 1990, o Senegal derrotou os franceses, campeões de 1998, por 1-0. A estreia dos senegaleses foi estrondosa e chegaram até aos quartos-de-final, num conjunto onde brilhava El Hadji Diouf.

2006 (Ano dos estreantes, entre eles Angola)

Em 2006 foi o ano dos estreantes, com excepção da Tunísia, as outras quatro selecções nunca tinham estado num Campeonato do Mundo. Os Palancas Negras, tidos como os "bombons" da festa, surpreenderam pela positiva conquistando dois pontos, fruto de empate diante do México (0-0) e Irão (1-1).

A única derrota (0-1) foi "vendida" cara, a Portugal de Luís Figo, Pauleta e Cristiano Ronaldo. O guarda-redes João Ricardo, com excelentes exibições, deixou a sua marca na prova, assim como Flávio Amado, marcador do único golo de Angola no evento. Côte d'Ivoire, Ghana e Togo completaram o lote de estreantes.

2010  (Mundial da Vuvuzela)

Pela primeira vez África albergou a prova e o número de representantes cresceu para seis. Nem isso ajudou a melhorar a prestação, muito pelo contrário, ao ser eliminada na fase de grupos a África do Sul tornou-se no primeiro anfitrião no histórico a ficar na primeira etapa.

Nigéria, Argélia e Camarões não venceram qualquer partida, numa edição em que o Ghana “raspou” as meias-finais. Foram eliminados nos quartos-de-final pelo Uruguai na marcação de grandes penalidades, depois de perderem a oportunidade de se qualificar com um penaltie falhado por Gyan, nos descontos do tempo regulamentar.

O uso das Vuvuzelas, um aerofone cilíndrico de cerca de um metro de comprimento, usada por torcedores em jogos de futebol, marcaram a primeira Copa do Mundo realizada no continente africano.

2014 (Pior registo de sempre)

No Brasil em 2014 os Camarões obteve o pior registo de um participante em Campeonatos do Mundo, averbando três derrotas em igual número de jogos, com um golo marcado e nove sofridos. Nigéria e Argélia transitaram à fase seguinte, mas não foram além.

(Por Nelson Pascoal)

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