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10 Setembro de 2019 | 03h02 - Actualizado em 10 Setembro de 2019 | 09h08

Jogos Africanos: COA faz balanço negativo

Luanda - A participação de Angola nos Jogos Africanos, disputados de 23 de Agosto a 3 de Setembro, em Marrocos, foi negativa por falta de preparação adequada das selecções nacionais, devido a dificuldades financeiras e materiais, afirmou nesta segunda-feira, em Luanda, o chefe da missão ao evento, Auxilio Jacob.

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Chegada dos Campeões africanos de Vela e da Selecção de Andebol

Foto: António Escrivão

Conferência de imprensa sobre os jogos de Marrocos

Foto: Henri Celso

Falando em conferência de imprensa de balanço da competição em que o país classificou-se no 16º posto, contra o 10º da edição de 2015, no Congo Brazzaville, esclareceu que o orçamento inicial, avaliado em 600 milhões de Kwanzas, reduzido em apenas 180 milhões, só foi disponibilizado 15 dias antes dos jogos, a 29 de Julho.

Este facto, segundo o também presidente da Federação Angolana de Ginástica (FAG), provocou grandes transtornos na preparação tais como cortes no número das modalidades e de atletas, dificuldades na aquisição de bilhetes de viagem, material, equipamentos e outros pagamentos.      

Sobre as carências em termos de material, o membro do COA e coordenador do desporto federado especificou as contrariedades verificadas na competição com a ginástica a incompatibilizar-se com alguns aparelhos inexistentes em Angola, o basquetebol (3x3), este sem provas regular interna, o atletismo, que apenas tem uma pista em Luanda.            

No encontro com os jornalistas, Mário Rosa, outro membro do COA, disse que o desporto nacional deve pautar-se por melhor organização e métodos científicos, para com maior facilidade Angola poder lutar por grandes êxitos em distintas provas internacionais.

Acrescentou que Angola não deve ficar refém de improvisos, na medida em que o desporto requer uma atenção e grandes investimentos por parte do Estado, para que se possa exigir resultados positivos.

“O país não pode continuar a participar nas provas como aconteceu em Marrocos, em que até o pouco dinheiro para pagar algumas despesas inerentes chegou tarde”, reiterou.

Mário Rosa referiu que enquanto não forem criadas as condições necessárias, o país não deve expor-se ao “ridículo” pós a alta competição não se compadece com improvisos, e sim de organização e cientificidade.

Nos Jogos de Marrocos Angola participou com as modalidades de atletismo, andebol (masculino e feminino), basquetebol (3x3), boxe, canoagem, ciclismo, esgrima, ginástica, judo, karaté-do, natação, ténis de mesa, voleibol de praia e xadrez, num total de 130 elementos entre jogadores, equipas técnicas e médicas.

O país classificou-se na 16ª posição, com oito medalhas, sendo duas de ouro, igual número de prata e quatro de bronze, baixando seis lugares comparativamente ao evento decorrido no Congo Brazzaville, em 2015.

O Egipto foi o grande vencedor, com 270 medalhas, sendo 101 (ouro), 97 (prata) e 72 (bronze Em 54 anos de história, a prova disputou-se pela primeira vez sob égide da Associação dos Comités Nacionais Olímpicos (ACNOA) ao invés da União Africana, em parceria com o Conselho Superior dos Desportos em África – CSSA.

Assuntos Polidesporto  

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