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13 Abril de 2018 | 19h56 - Actualizado em 13 Abril de 2018 | 19h56

Quantum Global nega envolvimento na transferência dos USD 500 milhões

Luanda - O grupo empresarial suíço Quantum Global nega categoricamente as "falsas alegações da comunicação social" segundo as quais, a empresa estava implicada numa investigação das autoridades angolanas a uma transferência bancária suspeita de 500 milhões de dólares norte-americanos.

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"Nego veementemente qualquer dessas alegações e posso inequivocamente confirmar que nem a Quantum Global, nem eu fizemos parte da transacção de 500 milhões de dólares, actualmente sob investigação das autoridades angolanas", negou o fundador e presidente do conselho de administração da Quantum Global, Jean-Claude Bastos de Morais. Afirmou que as falsas alegações ainda continuam a ser veiculadas pela media, apesar do comunicado oficial publicado no website do grupo empresarial a 4 de Abril.

Acrescentou ainda que não teve conhecimento prévio desta transacção antes de ser divulgada nos meios de comunicação social e posteriormente confirmada pelo Ministério das Finanças de Angola. "Além disso, em nenhuma ocasião fui interrogado pelas autoridades angolanas ou por qualquer órgão regulador, em torno da referida transacção", afirmou.

"Gostaria de afirmar categoricamente que nem eu, nem o Grupo Quantum Global, empresa que dirijo como PCA, fizemos parte da transacção de 500 milhões de dólares, actualmente sob investigação das autoridades angolanas", concluiu.

Quantum Global rescinde contrato com Fundo Soberano de Angola

O grupo empresarial suíço notificou, nesta sexta-feira, a Quantum Global Investment Management Ltd, o seu propósito de cancelar o mandato de classe de activos múltiplos, devido às mudanças de prioridades em Angola, em Fevereiro de 2018, a recém-nomeada administração do Fundo Soberano de Angola (FSDEA).

As razões que levaram a rescisão do contracto não estavam relacionadas com o desempenho da carteira de investimentos, que aumentou em valor e gerou retornos fortes acima do benchmark, durante o período de gestão da Quantum.

Face ao cancelamento do contracto, a empresa suíça Quantum Global já não administra mais os fundos do FSDEA. Todavia, a Quantum Global está orgulhosa do trabalho que desenvolveu para o FSDEA no mandato de classe de activos múltiplos, segundo uma nota de imprensa chegada hoje à Angop.

Quanto aos mandatos de private equity da Quantum Global, estes são gerenciados por suas operações baseadas nas Ilhas Maurícias e continuam em vigor.

A Quantum Global orgulha-se do desempenho que está a realizar nos seus mandatos de private equityem representação do FSDEA, cujos resultados são divulgados publicamente pelo Fundo nas suas demonstrações financeiras auditadas. Esses fundos são gerenciados de acordo com os padrões estritos de relatório do IFRS.

A Quantum Global geriu todos os fundos dos clientes de acordo com as políticas de investimento aprovadas e as leis aplicáveis. Além disso, as actividades financeiras do grupo empresarial são conduzidas de acordo com as leis das jurisdições em que opera, incluindo em Angola, Maurícia e Suíça, respectivamente. Quantum Global exige explicação justa na suspensão das suas licenças na Maurícia

A Quantum Global pediu formalmente que a Comissão de Serviços Financeiros (FSC) da República da Maurícia apresente uma explicação clara da sua decisão em suspender as licenças da actividade da respectiva empresa, que permita à companhia ter uma audição justa.

A FSC diz ter suspendido as licenças da Quantum Global no dia 8 de Abril, com base numa ordem de restrição emitida pelo Supremo Tribunal da Maurícia e deu sete dias à empresa para fazer uma representação por escrito. Mas o regulador não forneceu qualquer detalhe sobre a causa subjacente para a ordem de restrição ou para a suspensão da licença.

"É difícil defendermo-nos contra acções das autoridades quando as razões não são apresentadas claramente, apesar das nossas repetidas tentativas de receber esta informação", disse Jean-Claude Bastos de Morais, fundador e presidente do Conselho de Administração da Quantum Global.

Em consequência da sanção, a Quantum Global tem visto os seus negócios a serem seriamente prejudicados, impactando negativamente os trabalhadores, clientes, parceiros e nos importantes projectos de desenvolvimento que a empresa está a gerir em Angola e África.

"Precisamos urgentemente de ter uma audição justa, para que possamos limpar o nosso nome e continuar a conduzir as nossas actividades de investimento para o benefício dos nossos clientes e um desenvolvimento positivo de África", afirmou Jean-Claude Bastos de Morais.

De acordo com o gestor, a Quantum Global, na qualidade de ser um investidor significativo na Maurícia, espera que a FSC siga o devido processo e dê à empresa a oportunidade de se defender, augurando que a FSC apoie qualquer investidor importante que deseja abordar o seu caso de forma transparente e provar que não cometeu nenhuma irregularidade.

"A Quantum Global é um gestor de investimento que conduz as suas actividades de acordo com as políticas de investimento aprovadas e as leis aplicáveis nas Maurícias, e a nível mundial.

Os sete fundos de investimento sediados na Maurícia cumprem com os rigorosos padrões de relato financeiro IFRS", acrescentou. Diante deste cenário, o PCA instou a FSC para que respeite o devido processo e alertou que quaisquer medidas adicionais tomadas sem o cumprimento do devido processo irão causar cada vez mais "danos significativos".

Assuntos Economia  

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