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16 Maio de 2018 | 08h25 - Actualizado em 16 Maio de 2018 | 08h25

Banco checo apoia projectos agro-industriais na Lunda Sul

Saurimo - O Banco Checo para Exportação prevê apoiar, ainda este ano, vários projectos agro-industriais na província da Lunda Sul, com vista a desenvolver este sector na região e garantir mais postos de trabalhos para os jovens, cujo montante da primeira fase ronda os 95 milhões de dólares.

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Lunda Sul cria condições para atrair empresários

Foto: ANGOP

A informação foi prestada hoje, quarta-feira, à imprensa, pelo representante do departamento do Banco Checo de Exportação para financiamentos de projectos em África, Frantigek Jindler, no final de uma reunião com o governador, Ernesto Kiteculo e membros do governo.

Sublinhou que a instituição financeira tem liquidez suficiente para apoiar a curto e médio prazos projectos credíveis de empresários angolanos.

Por seu turno, o porta-voz do encontro e promotor dos investidores de Angola, Inglês Pinto, disse ser uma "mais-valia" esta parceria e o financiamento de projectos agro-industriais para a região Leste do país, sendo a Lunda Sul prioritária, na primeira fase.

Informou que, além de empresários angolanos, fazem parte deste leque os da República Checa, que devem ter como prioridade investimentos nas áreas agro-alimentares, produção de fertilizantes, cerveja, frango de abate, óleo alimentar e sumos.

Por sua vez, o governador provincial da Lunda Sul, Ernesto Kiteculo, disse que a região possui recursos naturais, com destaque para solos férteis, clima, água, necessitando apenas de energia para que a industrialização seja um facto.

O governante afirmou que a provincia está aberta para receber investimentos e há uma força de trabalho jovem ávida em trabalhar. Hoje  80 porcento desta força está desempregada e precisa ser capacitada tecnicamente, para contribuir positivamente no desenvolvimento da região e do país em geral.

Sublinhou que a província produz diamante em grande escala, mas carece de uma fábrica de lapidação, por este facto, solicita a intervenção de empresários checos e angolanos apostarem neste sector.

Ernesto Kiteculo afirmou que o leste de Angola só não desenvolve devido às más condições da rede viária, pois as principais estradas que ligam à zona estão todas degradadas.

“O governo continuará a trabalhar na reconstrução e construção de estradas, colocar serviços fundamentais, que visam atrair cada vez mais investidores para a região”, reiterou.


 

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