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14 Junho de 2018 | 12h58 - Actualizado em 14 Junho de 2018 | 12h58

Infra-estruturas de controlo da qualidade devem ser melhoradas

Luanda - As infra-estruturas nacionais de controlo da qualidade devem ser melhoradas, para a boa aceitação dos bens e serviços do país nos mercados com maior concorrência e com padrões de qualidade internacionalmente reconhecidos.

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Frederico Cardoso, Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil da Presidente da República

Foto: Joaquina Bento

A afirmação é do ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Frederico Cardoso, ao enfatizar que este exercício se impõe para dar resposta às crescentes necessidades de consumo e de melhoria da qualidade de vida dos angolanos para estar à altura dos compromissos do país relativamente à adesão à Zona de Comércio Livre da SADC e à Zona de Comércio Livre Continental. ~

Ao falar nesta quinta-feira, em Luanda, no workshop sobre “A contribuição da acreditação para o aumento da confiança na actividade inspectiva”, numa promoção do Instituto Angolano de Acreditação do Ministério da Indústria, sublinhou que estes desafios exigem que as empresas angolanas se preparem para competir com as suas congéneres estrangeiras, sediadas nos demais países integrantes destes grandes mercados continentais.  

Segundo o responsável, o Executivo angolano vai continuar a remover os obstáculos que ainda retardam o progresso da internacionalização da economia.  

O ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República informou que neste processo será  preciso observar com rigor a legislação e as normas dos órgãos reguladores, de modo ético e transparente, sendo necessário prestar-se atenção aos critérios específicos desenhados e identificados de acordo com as áreas de actividade.  

Frisou ser recomendável assegurar uma educação e treinamento permanente das pessoas envolvidas nos processos, de maneira a que os níveis de qualidade já alcançados sirvam de degraus para novas conquistas e melhorem a competitividade do país.  

Para Frederico Cardoso, a transparência na actividade das entidades encarregues da acreditação constitui um princípio basilar que consolida a legitimidade de quem a faz, aumenta a sua credibilidade e assegura a imparcialidade dos seus relatórios, factores que incentivam as instituições que pretendiam melhorar a qualidade dos bens que produzem e dos serviços que prestam.  

Na sua visão, um país com laboratórios credíveis, com organismos de certificação e de inspecção acreditados, estará em condições de promover um sistema de verificação e de controlo dos riscos das operações e dos negócios, bem como dos produtos e dos serviços disponíveis no mercado, aumentando a confiança dos agentes económicos e dos consumidores, em transacções mais seguras, pois produtos e serviços testados com rigor gozarão de igual aceitação e confiança em mercados diferentes.  

“Angola, como país integrante deste processo de globalização dos mercados, pretende naturalmente aprofundar a sua inserção em função dos objectivos fundamentais da sua estratégia de desenvolvimento, com particular ênfase nesta conjuntura, na diversificação da economia e no fomento das exportações”, disse.  

Por outro lado, apontou que a diversificação da economia, a substituição de importações e o fomento das exportações não dependem apenas do aumento da produção, do adensamento ou da diversidade dos clusters ou cadeias produtivas e do aumento dos investimentos, financiamentos, porque existem outras variáveis, de carácter intangível, que se afirma igualmente como fundamentais para o sucesso desta estratégia, onde a garantia da qualidade continua a ser um factor incontornável.  

O workshop sobre “A contribuição da acreditação para o aumento da confiança na actividade inspectiva”, numa promoção do Instituto Angolano de Acreditação do Ministério da Indústria, acontece em alusão ao dia mundial da acreditação, assinalado a 9 de Junho, que este ano decorre sob lema “Acreditação como contribuição para um mundo mais seguro”.  

Assuntos Economia  

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