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04 Julho de 2018 | 13h26 - Actualizado em 04 Julho de 2018 | 13h25

Cuando Cubango: OKACOM forma especialistas em monitorização

Menongue - Vinte especialistas em hidrologia e controlo de qualidade de água dos países de Angola, Namíbia e Botswana, participam desde terça-feira, em Menongue, numa acção de formação, visando a motorização conjunta hidrográfica nos rios Cuito, Kwebe e Cubango-Okavango.

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Foto: Lino Guimaraes

A formação, que termina hoje (quarta-feira) e orientada por dois formadores (angolano e namibiano), é promovida pela Comissão Permanente da Bacia Hidrográfica do Rio Okavango (OKACOM).

O Acordo da OKACOM foi assinado em Windhoek, Namíbia, em 15 de Setembro de 1994 e entrou imediatamente em vigor.

O coordenador do projecto de monitorização, Casper Bonyongo, disse a formação é o começo de uma série de actividades que serão realizadas no quadro na Bacia Hidrográfica do rio Cubango-Okavango, daí a participação dos peritos dos três países para, depois da capacitação, harmonizar os conceitos para permitir o sistema de monitorização sem que haja desfasamento entre os Estados.

Avançou que o processo de monitorização irá levar duas semanas, que vai compreender uma sessão de formação de dois dias de formação (terça e quinta-feira), para esta quinta-feira (dia 05) os especialistas vão trabalhar, de forma prática, no terreno, iniciando pelo rio Kwebe (Menongue) e depois no rio Cuito, município do Cuito Cuanavale.

Depois do rio Cuito, explicou o responsável, os especialistas vão regressar a Menongue para dar sequência da monitorização conjunta da qualidade de água, sobretudo na questão de baixo-caudal em certas épocas de cada ano, no rio Cubango, na comuna do Caiundo, a 134 quilómetros a sul de Menongue.

De acordo com Casper Bonyongo, o trabalho vai continuar para o lado da Namíbia, bem como uma eventual em Dirico (Cuando Cubango), e depois até a Botswana, porquanto precisa-se, com a monitorização, um instrumentos que tenha dados para facilitar os Estados trabalhar, através dos especialistas.

“O desenvolvimento da Bacia-Okavango ainda é considerado muito baixo. Para além de alguns índices de desenvolvimento a nível de Menongue, descendo a Caiundo e talvez no Rundo (Namíbia), mas que não está degradada do ponto de vista ambiental e de poluição”, explicou.

Na abertura do evento, o secretário-geral do governo do Cuando Cubango, João Chamba, em representação do governador provincial, Pedro Mutindi, sublinhou que a gestão dos recursos hídricos é uma tarefa extremamente importante no mundo de hoje, tendo em conta as constantes variações que se têm verificado.facto que em todo o lado do globo os rios correm geralmente para os oceanos, onde as suas águas docem misturam-se com águas salgadas do mar, constituindo assim águas vestuários.

Entretanto, prosseguiu, o rio Cubango apesar do seu grande caudal, as suas águas doces misturam-se com areia seca no centro de uma enorme massa continental plana. É um sistema hidrográfico que recebe toda a sua água de uma área de captação de cerca de 120 mil metros quadrados, percorre centenas de quilómetros.

O rio Okavango tem a sua origem nos rios Cuito e Cubango em Angola. O rio flui ininterruptamente através da Namíbia para o Botswana e descarrega uma média de 10 biliões de metros cúbicos por ano no Delta do Okavango.

 

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