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11 Julho de 2018 | 12h59 - Actualizado em 11 Julho de 2018 | 12h59

BCI necessita de AKZ 11 biliões para financiar Projovem

Luanda - O Banco de Comércio e Indústria (BCI) está sem disponibilidade para financiar 600 projectos do Projovem, avaliados em 11 biliões de kwanzas, anunciou o seu presidente do conselho de administração, Filomeno Ceita.

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“Temos 600 processos do Projovem que deram entrada e foram aprovados, mas não podem sair porque não temos dinheiro, cerca de AKZ 11 biliões”, disse, em conferência de imprensa de balanço dos últimos três anos de actividades, promovida por ocasião do 27º aniversário, que se  assinala hoje (quarta-feira).

Além dos processos acima referidos, que entraram recentemente, outros 276 tinham sido aprovados, dos quais 230 foram financiados com quatro biliões e 370 milhões de kwanzas.

Afirmou que os demais projectos estão sem aprovação porque Ministério das Finanças (MINFIN) “nunca disse que havia hipótese de não haver dinheiro para continuidade do programa”.

Referiu que dos 230 financiados, Luanda ficou com 122 projectos e a zona leste do país (composta pelas províncias do Moxico, Lunda Sul e Lunda Norte) teve poucos projectos aprovados.

Os projectos estão virados para as áreas de comércio, prestação de serviços, agricultura, indústria, pesca e hotelaria. “Já há beneficiários a reembolsarem os valores ao banco”, finalizou.

Sobre as perspectivas da instituição, que nos últimos três anos lucrou 32 milhões de kwanzas, pretendem introduzir a componente de “cheque” para o continente asiático, em vez de abrir escritórios que, com apenas 3 funcionários, os custos rondam os 50 mil dólares norte-americanos.

Disse que o “pacote do cheque” teve sucesso na Namíbia e em Portugal, países onde já funciona com normalidade. 

Afirmou que o BCI tem uma margem grande de progressão no país, em função do baixo nível de bancarização, descartando, por isso, a internacionalização.

Relativamente à venda das divisas, informou que o BCI cumpre com as orientações do BNA no âmbito do novo regime cambial, daí que o carregamento das necessidades é feito em função da disponibilidade da oferta do BNA e da capacidade aquisitiva do BCI.

A estrutura accionista do BCI é constituída pelo Estado com 93,60 por cento, Sonangol com 1,13 por cento, Endiama 0,45 por cento, ENSA 1,13%, TCUL 0,45%, Porto de Luanda 1,13%, TAAG 1,13%, Angola Telecom 0,45%, Serval 0,45% e Bolama 0,08%.

O BCI iniciou a actividade a 11 de Julho de 1991.

Assuntos Financiamento  

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