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09 Agosto de 2018 | 14h30 - Actualizado em 09 Agosto de 2018 | 19h15

Crescimento económico depende da classe empresarial

Lubango - O crescimento económico e social da região Sul depende do empenho da classe empresarial que deve desenvolver negócios nos vários sectores, para diversificar a economia, defendeu, quarta-feira, no Lubango, o governador da Huíla, João Marcelino Typinge.

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Ao falar na abertura da 15ª edição da maior bolsa de negócios da Região, “Expo-Huíla2018”, que reúne 250 empresários, entre nacionais e estrangeiros, o governante disse que a política económica do Estado tem por objectivo o  crescimento sustentável mesmo em contexto difícil, visando o aumento em quantidade e qualidade de bens e serviços produzidos.

Da parte do governo da província, disse, a abertura e a colaboração é total, no intuito de junto das autoridades centrais criarem-se melhores condições para o desenvolvimento  da actividade económica no país e na região.

“O momento é difícil para os empresários, mas urge a necessidade de participarmos de forma activa para a solução e resolução dos problemas, não adianta criticar sem propor soluções, o país  vive uma nova era, onde todos somos chamados a participar, disse o presidente da Associação Agro-pecuária Comercial e Industrial (AAPCIL), Paulo Gaspar.

Participam do evento 250 empresas, entre públicas e privadas, ligadas as áreas das telecomunicações, Banca, restauração, indústria transformadora, academia, entre outras.

Bié realça experiência pecuária e agrícola da Huíla

Na feira, o governador do Bié,  Álvaro Boavida Neto, um dos convidados, destacou a experiência da Huíla no domínio pecuário e agrícola fundamental para o fomento e desenvolvimento destes sectores da economia na província que lidera.

Em declarações à Angop, quando visitava a Feira Agro-pecuária da Huíla, que abriu quarta-feira, sublinhou que o objectivo da visita é o de perceber como as outras províncias estão a desenvolver o sector produtivo e levar a experiência à sua província.

Para o governante,  a Huíla tem uma “grande” experiência neste sector, por isso pretende motivar alguns investidores no sentido de alargarem a sua área de intervenção, não ficando apenas no sul, mas chegando também ao Bié.

Reforçou a ideia de se implantar um matadouro regional, pois constituirá uma mais-valia para todos criadores de gado.

O governador sublinhou a necessidade de uma aposta na nova geração, para que estes saiam da academia com o saber científico e possam alinhar os aspectos teóricos à prática e transformar o país.

Namibe quer cooperar com cooperativa de criadores

A abertura da feira da Huíla foi testemunhada também pelo governador do Namibe, Carlos da Rocha, que manifestou o interesse em cooperar com a Cooperativa de Criadores de Gado do Sul de Angola (CCGSA), para ganhar experiência no domínio de reprodução do gado e garantir qualidade de carne.

Ao falar a jornalistas à margem da abertura da 15ª edição da Feira Agro-pecuária da Huíla, Carlos da Rocha afirmou que em relação ao gado bovino, Namibe ocupa o terceiro lugar no país,  depois da Huíla e Cunene, mas lidera o ranking de caprinos.

“A maior parte do gado que o Namibe tem está nas mãos de criadores tradicionais. O nosso objectivo é continuar a reproduzir mais para deixar de importar gado bovino, uma vez que a Huíla, acumula grande experiência na criação e reprodução de animais”, frisou.

Segundo o governante, é necessário que os criadores de gado apostem seriamente no cruzamento de raças, na vacinação, banhos, de modo a transformar a região sul do País na maior potência no fornecimento de carne em Angola.

A feira agropecuária da Huíla aberta quarta-feira, encerra domingo, e expõe 500 cabeças de gado. Deste número 300 serão leiloadas.

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