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09 Agosto de 2018 | 17h09 - Actualizado em 09 Agosto de 2018 | 17h08

Produtor quer agravamento da taxa do café torrado importado

Luanda - As taxas dos direitos de importação (DI) e do imposto de consumo (IC) de toda espécie de café torrado e moído que entra no país, deviam ser agravadas na Pauta Aduaneira 2017, para proteger a indústria nacional e fomentar a exportação deste produto, defendeu hoje o empresário José Ventura.

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Em declarações à Angop, a propósito da entrada em vigor da Nova Pauta  Aduaneira 2017, o presidente da empresa “Café Gabela”, José Ventura, admitiu que faltou uma certa proatividade dos produtores de café do País,  quanto à sua  posição na discussão  deste  diploma aduaneiro.

Sem propor percentagens de agravamento, para o empresário, Angola dispõem de capacidade para abastecer o  mercado  nacional, não obstante a  existência de “um défice pequeno”.

O  café  não descafeinado e descafeinado,  torrado e  não torrado,  na  Nova Pauta  Aduaneira versão 2017 , por cada três unidades  paga 50% de direito de importação  (DI) e  10% do imposto de consumo.

“O café como  não faz parte da cesta básica de Angola, é o momento  de  analisarmos a  entrada  dos cafés  torrados em Angola. Esta mercadoria, que entra em diversas formas  no país,  como cápsulas,  embalagens e outros recipientes, a sua  taxa deve  ser agravada, na próxima Pauta Aduaneira", defendeu o empresário.

Ainda em relação ao subsector do café, acrescentou que, os ministérios da Agricultura  e  do Comércio  devem efectuar  um levantamento  de quanto  entra no país, um aspecto que  poderia   ajudar na quantificação das necessidades ou não.

José Ventura  afirmou que Angola continua  a registar  a entrada  de café de vários países,  mas com um nível  muito  baixo, comparando com o produto local.

 “Os produtores nacionais, como café  Gabela, Cazengo, café Palanca,  Ginga,  entre outros,  já tem  capacidade para abastecer o mercado nacional, com qualidade”, reforçou.

A título de exemplo, referiu que, dispõem de capacidade para torrar 300  toneladas  de Café Gabela,  por ano, mas  neste momento, processa  apenas  30 toneladas, pelo  facto de ser  muito lenta a venda do  café produzido.

Apesar da exportação do café ser ainda residual, augura que com a entrada  em vigor da Nova Pauta Aduaneira,  novas  oportunidades  surjam  para que  se aumente os  níveis  de saída deste produto, para outros países.

O relatório de balanço do Instituto Nacional do Café (INCA) referente à campanha 2017 revela  a arrecadação para o País de um milhão e 289 mil dólares, resultante da exportação de 714 toneladas. 


A produção total no País no período em referência foi de cinco mil e 702 toneladas.

A Organização Internacional do Café (OIC) revela que em África apenas um por cento da população consome café.

Assuntos Café   Finanças  

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