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12 Outubro de 2018 | 12h06 - Actualizado em 12 Outubro de 2018 | 12h29

Moxico tem mais de 140 mil famílias na campanha 2018/2019

Luena - Cento e quarenta e um mil e 800 famílias camponesas da província do Moxico estarão envolvidas na campanha agrícola 2018/2019, disse hoje, sexta - feira, no Luena, o chefe do departamento provincial do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), Eduardo Vieira.

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Antonio da Silva Director Provincial da Agricultura do Moxico

Foto: Francisco Miudo

Falando à Angop, a propósito do arranque hoje, a nível nacional, da época agrícola, o responsável garantiu que o seu sector preparou 50 toneladas de milho, três mil enxadas, duas mil catanas, mil pás, 200 machados, 15 charruas e cinco pulverizadores para assistir os agricultores.

Apontou que, para além da assistência técnica, as famílias envolvidas contarão igualmente com o apoio de 30 toneladas de adubos NPK 12 – 24 – 12, 10 toneladas de ureia e igual quantidade de amónio, entre outros tipos de fertilizantes orgânicos.

Enquanto isso, um milhão e 800 mil toneladas de diversos produtos agrícolas foram colhidos, durante a campanha agrícola 2017/2018, disse o director do gabinete provincial da Agricultura, Pecuária e Pesca do Moxico, António da Silva.

 O responsável informou que em comparação com a campanha agrícola anterior 2016/2017, o sector registou um aumento de mais de 700 toneladas, destacando a produção da mandioca, milho, feijão, arroz, tomate e amendoim, batata - doce e rena.

Explicou que os produtos foram colhidos numa área de 238 mil hectares de terras aráveis produzidas pelos 141 mil e 200 famílias camponesas, distribuídas em 109 associações e cooperativas agrícolas e 54 empresas.

Reconheceu que apesar da excelente safra, os camponeses continuaram a enfrentar dificuldades que vão desde a falta de tractores, charruas, moto - bombas, catanas, enxadas, alfaias, entre outros meios e instrumentos de trabalho.

António da Silva explicou que a agricultura praticada nesta região é caracterizada em dois sectores, o familiar que é o maior contribuinte do alimento consumido e o do sector empresarial, o promotor actual do agro – negócio ou seja agricultura com fins de negócio.

Disse que as famílias camponesas produzem para satisfação das suas necessidades alimentares e económicas e que, neste campo, Moxico tem bons indicadores de produção, principalmente, da mandioca que é transformada em diversos pratos alimentares.

Fez saber que alguns produtos são cultivados de acordo com a forma sazonal, exemplificando que nos meses de Setembro, Outubro e Novembro, pode-se registar no mercado informal uma maior circulação de produtos hortícolas como o tomate, o repolho, cebola e outros produtos de curto ciclo vegetativo, fruto dos bons indicadores da região.

Já no sector das pescas, António da Silva, descreveu a provincia como sendo abençoada com a abundância dos rios, onde habitam varias espécies de peixes, cuja captura realizada de Janeiro a Julho deste ano, saldou em 326 mil e 930 quilogramas de peixes seco e fresco.

Além dos rios, o responsável disse que os outros peixes foram igualmente capturados nos 312 tanques de criação, na actividade denominada aquicultura, que envolve 61 grupos de aquicultura nos municípios do Moxico (sede), Alto Zambeze, Bundas, Luacano, Cameia, Léua e Kamanongue.

Fez saber que essa actividade (aquicultura) sofreu um retrocesso devido a falta de ração que além de ser cara, é adquirida apenas no exterior do país, o que faz com os aquicultores criassem o peixe com a ração imprópria, retardando o seu  crescimento.

Quanto à pecuária, indicou que neste momento regista – se um povoamento acentuado de 50 mil e 500 caprinos, 31 mil de gado bovino, 18 mil ovelhas e 17 mil suínos, bem como a criação acelerada e aleatória de 160 mil aves (galinhas, perus, gansos, bombas).

Apontou que Moxico possui uma área de pastagem estimada em mais de nove milhões de hectares de terra, precisando de criação de condições para acomodação dos animais nomeadamente, currais, estábulos, pocilgas e aviários.

“Temos que ser autossuficientes para desenvolver a agropecuária no país”, frisou o responsável, defendendo a necessidade do desenvolvimento da indústria para o fabrico e processamento do cereal para garantir o crescimento sadio e adequado dos animais.

Para o desenvolver agro-pecuário e posterior robustez da economia nacional, Antónia da Silva, sugeriu que haja apoios em equipamentos sofisticados, formação contínua dos agricultores de todas as regiões do país, da parte do Governo em parceria com os empresários nacionais e internacionais.

No domínio da produção do mel, disse existir sinais de melhoria, sendo os municípios dos Bundas, Alto Zambeze, Camanongue e Moxico (sede), os mais produtivos, onde estima-se colher mais de 850 toneladas do produto na presente época.

Neste contexto, os apicultores precisam igualmente de apoios em meios materiais modernos para deixar de usar as colmeias rudimentares e adequar as formas de aproveitamento da cera que provém da produção do mel para o fabrico de velas iluminantes.

Em suma, António da Silva, aclarou que o agro-negócio está condicionado pelo mau estado de conservação das vias de acesso ao campo para poder transportar os bens produzidos para mercados, provocando a deterioração dos produtos agrícolas, pelo que sugeriu as administrações municipais a procurarem soluções e meios locais.

Assistência do IDA 

O director do Gabinete provincial da Agricultura e Pesca assegurou que o Governo tem criado a estratégia para a assistência técnica das acções dos agricultores, através do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), utilizando as novas tecnologias.

Esclareceu que além de auxiliar as famílias camponesas a escoar a sua produção para a cidade, encontrar um comprador e fornecedor de instrumentos de trabalho, o IDA está vocacionado a criar escolas ou campos de demonstração técnica sobre a implementação da actividade agrícola.

A falta de apoios em fertilizantes e outros meios técnicos necessários faz com que os especialistas do IDA limitassem a sua acção em termos de assistencia técnica, frisou.

Projectos Agro – industrial de Camaiangala e agrícola de Sacassange

O  projecto agroindustrial de Camaiangala, implementado a norte do município de Camanongue,  desde 2014, chegando a produzir mais de duas mil toneladas de milho e soja, bem como a Fazenda agrícola de Sacassange, situada a 15 quilómetros, a sul da cidade do Luena, que em 2015 produzia 18 milhões de ovos por dia e mais de mil hortaliças diversas, encontram - se actualmente paralisados.

Na óptica do director do gabinete da Agricultura, a insuficiência de inputs, ração, vacina, pesticidas, entre outros meios técnicos necessários para se atingir as grandes produções, estiveram na base do fracasso destes projectos que foram criados para contribuírem na melhoria das condições de vida da população.

Justificou que esses produtos precisam de serem importados, para tal, é necessárias divisas, naltura os gestores encontravam várias barreiras junto dos bancos para a sua aquisição.

No entanto, mostrou-se esperançado quanto a recuperação e redinamização dos referidos empreendimentos erguidos com fundos do estado, com a criação da ideia da privatização dos projectos parados e menos produtivos, cuja iniciativa considerou de excelente. 

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