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11 Outubro de 2018 | 16h22 - Actualizado em 11 Outubro de 2018 | 16h22

Pescadores do Nzeto querem formação profissional

Mbanza Kongo - A formação profissional em matéria ligada às pescas foi defendida esta quarta-feira, na vila piscatória do Nzeto, província do Zaire, pelo secretário da Associação local dos Pescadores Artesanais, Manuel Zé Pinheiro.

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Zaire: Maria de Lourdes-Directora Nacional das Pescas

Foto: Pedro Moniz Vidal

Zaire: Participantes no encontro de auscultação sobre o POPA

Foto: Pedro Moniz Vidal

Em declarações à Angop, o dirigente associativo justificou que a evolução da actividade pesqueira exige homens formados académica e profissionalmente, de modo a fazerem o uso adequado das novas técnicas.

“Só formada a nova geração de pescadores poderá tirar o máximo proveito da sua actividade, ao contrário de nós os mais velhos que exercemos esta actividade de forma empírica”, fundamentou.

Para o efeito, defendeu a promoção de acções de formação básica na arte das pescas que abarque outros processos subjacentes à essa actividade dirigida aos seus membros, para quem as potencialidades do Nzeto neste sector demandam a construção de uma escola de formação básica no ramo.

Manuel Zé Pinheiro, entende que no país existe já uma academia superior das pescas, na província do Namibe, mas queixa-se da distância e os custos inerentes à inscrição dos seus membros que estariam em regime de internato.

O pescador queixou-se também dos preços elevados dos materiais de pesca no mercado nacional, com realce aos acessórios dos motores das embarcações, incluindo os custos na aquisição de combustível que entende que deveria ser subvencionado pelo Estado.

“Um rolamento do pião de ataque de uma pequena embarcação está entre 80 e 100 mil Kwanzas”, lamentou, tendo sugerido que os empresários que comercializam material das pescas se façam representar no município do Nzeto, de modo a encurtar as distâncias na aquisição destes artefactos.

Num outro desenvolvimento, o presidente da Associação de Pescadores Artesanais do Nzeto referiu-se também à fragilidade do material rudimentar utilizado na construção da Ponte Cais de apoio à activiadade na costa marítima local.

Em menos de um ano, desde que foi inaugurada, prosseguiu a fonte, a infra-estrutura encontra-se já em estado avançado de degradação e fora de serviço.

Segundo o ancião, faltou uma consulta aos pescadores locais no momento em que foi gizado o projecto, frisando que a ponte cais foi construída em local e com materiais impróprios, daí a pouca durabilidade.

A fonte defendeu, por outro lado, a inscrição dos seus membros no sistema nacional da segurança social, por entender que ao cabo de muitos anos, os associados ficam sem força física para continuarem nesta profissão que pouca renda gera às suas famílias.

A Associação de Pescadores do Nzeto controla 20 cooperativas que integram 200 membros.

Manuel Zé Pinheiro falava à margem do encontro de auscultação dos seus membros sobre o Plano de Ordenamento de Pescas e Aquicultura (POPA) promovido pelo Ministério das Pescas e do Mar, na localidade.

O referido plano, apresentado pela directora nacional das pescas, Maria de Lourdes, propõe a gestão integrada do sector das pescas baseada na abordagem ecossistémico às pescas e aquicultura, com grande incidência na reparação e construção naval, captura industrial, semi-industrial e artesanal.

As áreas de processamento e transformação do pescado, comercialização, distribuição, assim como o fornecimento de insumos aos pescadores e consequente formação, entre outras acções, constam das propostas deste plano quinquenal 2018/2022.


 

Assuntos Pesca   Província » Zaire  

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