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08 Abril de 2019 | 21h48 - Actualizado em 08 Abril de 2019 | 22h38

Paralisação de comboios causa prejuízo de quase 100 milhões de Kwanzas

N?dalatando - A paralisação dos comboios de Luanda/Malanje, desde Fevereiro último, causou prejuízo de cerca de 100 milhões de kwanzas ao Caminho de Ferro de Luanda, soube-se esta segunda-feira do presidente do conselho de administração do CFL.

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Júlio Bango falava à imprensa em Ndalatando, província do Cuanza Norte, referindo que a paralisação se deveu ao desabamento da passagem hidráulica sobre o rio Camungo, a dois quilómetros da estação de Ndalatando, por causa da chuva. No entanto, a via foi já reaberta, após a construção de uma nova ponte de betão.

Explicou que o valor reparte-se em 69 milhões e 500 mil kwanzas, correspondente aos danos da chuva a infra-estrutura ferroviária, e 23 milhões da perda de receitas da facturação com o transporte de pessoas e mercadorias, o que provocou um desequilíbrio financeiro à empresa.

Segundo o responsável, o CFL tem uma facturação mensal perto de 30 milhões de kwanzas, mas necessita-se perto de 150 milhões/mês para assegurar o seu funcionamento.

As baixas receitas, referiu, resultam da redução do volume de passageiros e mercadorias, situação que também atribuiu à fraca capacidade de produção agrícola nestas localidades.

Apontou a degradação da via como sendo grande preocupação do CFL, sobretudo nos troços Bungo/Zenza do Itombe/Dondo e Cacuso/Malanje, que a muito não beneficiam de manutenção.

Considerou ainda preocupante o troço Zenza do Itombe/Cacuso, num percurso de 215 quilómetros, pelo facto de nunca ter beneficiado de intervenção, e defendeu  a substituição urgente  de todo o traçado ferroviário, por estar completamente obsoleto.

O Caminho de Ferro de Luanda possui uma extensão de 479 quilómetros, com 28 estações, partindo da Estação do Bungo, na província de Luanda, passa por Ndalatando e termina em Malanje.

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