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16 Abril de 2019 | 18h57 - Actualizado em 16 Abril de 2019 | 18h56

Falta de madeira dificulta actividade de marcenarias

Ndalatando - O atraso que se regista na emissão de licenças de exploração de madeira por parte do Ministério da Agricultura e Florestas está a dificultar a actividade das pequenas empresas de marcenaria na província do Cuanza Norte.

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Em declarações hoje (terça-feira) à Angop, o responsável do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF), Rosário Teixeira, informou que 33 requerimentos de licenças de exploração de madeira na província, aguardam desde 2018, pela emissão do alvará pelo Ministério da Agricultura e Florestas, facto que está a provocar a escassez do produto, sobretudo na indústria de mobiliário.

Admitiu a possibilidade desta situação ser uma consequência da suspensão das actividades de corte, circulação e transporte de madeira em toro ou serrada na campanha florestal de 2017/2018, em cumprimento ao Decreto Presidencial n.º 274/17, de 10 de Novembro de 2017. A medida entrou em vigor a 1 de Fevereiro de 2018.

O período de proibição imposta pelo Executivo vigorou até Maio do mesmo ano (2018), mas até agora, muitas indústrias de serração continuam paralisadas por falta da matéria-prima, como contou à Angop, o gerente da empresa “Hocomer”, João Moisés, que explora madeira no município de Quiculungo.

Segundo disse, a firma aguarda pela emissão da licença de autorização da actividade há mais de uma ano, facto que forçou o encerramento da empresa e o despedimento dos 40 trabalhadores, provocando igualmente a degradação dos equipamentos devido ao longo período de inoperância.

Na sua óptica, caso o Governo não tomar medidas no sentido de liberar as licenças de exploração da madeira, outras empresas do sector madeireiro (serrações e marcenarias) correm o mesmo risco de falirem.

Por sua vez, o marceneiro Domingos da Silva disse que actualmente a madeira serrada para o fabrico de mobília é adquirida a partir de Luanda, facto que tem estado a encarecer os custos de produção e de venda dos mobiliários e outros artigos manufacturados.

A titulo de exemplo, precisou que uma tábua de madeira serrada de quatro metros, é adquirida no mercado local, no valor de cinco mil kwanzas, que adicionados os custos da transportação, chega a custar sete mil kwanzas, contra os três mil e 500 a quatro mil, praticados anteriormente.

Por outro lado, o marceneiro Francisco Adão, do município de Cambambe, reconhece que as dificuldades para aquisição da madeira aumentaram nos últimos meses, por conta da situação, porém, defende além da celeridade na emissão das licenças, a instalação na província de uma serração para facilitar a vida dos concessionários.

As florestas dos municípios de Bolongongo, Quiculungo, Cazengo, Golungo Alto e Banga são as principais fontes de exploração de madeira em toro, que tem como principal destino, os mercados de Luanda, dada a inexistência na província de uma serração.

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