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09 Abril de 2020 | 16h40 - Actualizado em 09 Abril de 2020 | 16h39

Covid-19: consultor empresarial apoia medidas do Governo

Luanda - O consultor de empresas Galvão Branco considerou esta quinta-feira viável e vantajosa a medida do Governo que autoriza as empresas a transferir o desconto da segurança social para o pagamento de salários nos meses de Abril, Maio e Junho, assim como a sua subvenção.

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Do pacote de medidas aprovadas hoje destaque também para alocação financeira avaliada em 488 milhões de kwanzas (873, 4 milhões de dólares ), para assegurar a manutenção mínima dos níveis de actividade das micro, pequenas e médias empresas do sector produtivo.

Ao falar à Angop sobre as medidas adoptadas neste quinta-feira pelo Executivo, o especialista justificou serem oportunas e adequadas, para fazer face aos estragos que estão a ser causados pela pandemia covid-19, que afecta o país e o mundo.

"Numa situação como esta, medidas políticas e administrativas são importantes, para dinamizar a actividade empresarial no país", enfatizou.

Em relação à subvenção das empresas pelo Governo, disse ser uma medida ajustada e responsável e alivia a tesouraria das empresas, permitindo prosseguir com as suas actividades.

Apesar da pandemia, o país deve continuar e os mecanismos extraordinário vão ajudar na gestão dos problemas que o país possa enfrentar.

Além da medida do governo, aconselhou as empresas a se agarrar a outros esforços complementares para conseguir conviver com esta situação.

Por sua vez, o economista Josué Chilundulo sublinhou que essa decisão terá um impacto significativo se o Estado assumir outras perdas fiscais e de cobertura directa à produção, como custos alfandegários com matéria prima, IVA, custos com energia e água e outras operações para fiscais.

Referiu que nesta altura grande parte das empresas que actuam no mercado estão sem liquidez para assumir os seus custos fixos, fruto da crise económica e financeira que o país vive há mais de seis anos. Por esta razão, disse, as empresas têm estado a perder a sua capacidade de sobrevivência, uma vez que 8% dos 11% de contribuição para Segurança Social por trabalhador é da responsabilidade do empregador, situação que tem agravado os custos fixo das empresas.

A medida adoptada hoje pelo executivo permitirá que o custo salarial seja reduzido, com mais incidência para as grandes empresas do que para as micro e pequenas empresas.

Assuntos Finanças  

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