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04 Junho de 2020 | 09h48 - Actualizado em 04 Junho de 2020 | 15h16

Governador quer evitar paralisação da EKA

Ndalatando - O governador provincial do Cuanza Norte, Adriano Mendes de Carvalho, solicitou quarta-feira, em Ndalatando, à direcção da EKA uma moratória, antes de avançar com a paralisação da fábrica, para a consulta aos organismos centrais de tutela.

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Governador do Cuanza Norte, Adriano Mendes de Carvalho (arquivo)

Foto: Pedro Parente

A empresa cervejeira EKA, situada no Dondo, município de Cambambe, anunciou, a 5 de Maio último, a suspensão da produção a partir deste mês (Junho), devido ao aumento dos custos operacionais. 

No entanto, o governador pediu à empresa, durante uma reunião com representantes da direcção e trabalhadores, uma moratória, tendo em conta o impacto económico e social da paralisação desta unidade fabril para a província.

Explicou que o Governo da Província do Cuanza Norte se manifesta contra o encerramento da fábrica, devido às suas implicações na vida dos munícipes.

Por esta razão, vai pedir a intervenção dos Ministérios do Comércio e Indústria e da Economia, assim como de outras estruturas centrais do Governo, para soluções que evitem a paralisação, tendo como critério a salvaguarda dos postos de trabalho e os interesses económicos e financeiros da fábrica.

No final do encontro, o director-geral da EKA, Marc Mayer, disse à imprensa que a paralisação da produção da cervejeira poderá mandar ao desemprego 160 trabalhadores dos 197 que laboram actualmente.

Após o encerramento, a empresa será transformada em entreposto comercial dos produtos do grupo Castel-Angola, que detém actualmente a gestão da EKA, como as marcas de cerveja Soba Catumbela, Cuca e Cobeje.

Informou que a marca passará a ser produzida em outras unidades fabris sediadas em Luanda e Benguela, igualmente detidas pelo grupo.

Referiu que a medida faz parte da estratégia do Grupo Castel, para a diminuição da sua capacidade de produção, uma vez que o mercado tradicional da EKA (provínciais do Cuanza Norte, Luanda e Malanje) se tornou inapto para absorver toda a produção desta marca.

Para o responsável, é economicamente preferível importar a cerveja do que manter os custos actuais de produção da fábrica.

Entretanto, o responsável da Comissão Sindical dos trabalhadores da EKA, António Miguel Manuel, presente no encontro, manifestou-se contrário à produção desta marca de cerveja noutras unidades fabris do grupo, fora da fábrica tradicional, devido ao impacto desta medida na manutenção dos postos de trabalho.

Face às dificuldades financeiras que o grupo está a viver, sugeriu a cessação do contrato de gestão que o Estado angolano (dono da fábrica) mantém com este grupo e submetê-la a concurso público, para se encontrarem novos investidores interessados em manter a produção e os postos de trabalho.

A empresa interrompeu as suas operações a  1 de Junho em curso e está, presentemente, apenas a comercializar produtos de outras fábricas do grupo.

No total, serão dispensados 64 trabalhadores com contrato a tempo certo e 96 por tempo indeterminado, afectando 160 agregados familiares desses trabalhadores, para além de outros três mil empregos indirectos, segundo a fonte.

O mesmo estima ainda que a medida vai agravar os problemas de milhares de famílias do Cuanza Norte, cuja fonte de sustento é a comercialização deste produto no mercado informal, assim como a redução das contribuições tributárias da província para o Orçamento Geral do Estado (OGE).

Inaugurada em 1972, a EKA beneficiou, em 2008, de um investimento de 30 milhões de dólares, que permitiu a modernização da unidade fabril através da instalação de uma segunda linha de enchimento, com um sistema moderno e automatizado.

Neste mesmo ano, a gestão desse empreendimento cervejeiro passou ao Grupo Castel Angola, por via de um contrato de concessão, passando a deter, deste modo, todas as principais marcas nacionais.

Presentemente, o grupo gere 12 fábricas de bebidas em Angola e produz cerca de 16 marcas, nomeadamente Cuca, Nocal, EKA, N’gola, Doppel, Beaufort, 33” Export, Booster, XXL, Coca-Cola, Fanta, Sprite, Schweppes, Youki, Top, Vimto, com uma variedade de formatos que vai desde garrafa, lata, pet, descartavel e barril.

Na EKA, a Castel Angola detém 46 por cento das acções, enquanto o grupo de entidades privadas agrupa 50 por cento e o Estado com os restantes quatro.

Fruto de uma baixa de 40 por cento nos níveis de produção, em consequência da paralisação da sua primeira linha de enchimento, a empresa reduziu a sua capacidade de produção de 55 mil litros de cerveja por hora para os actuais 27 mil litros/hora.

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