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31 Outubro de 2020 | 12h40 - Actualizado em 31 Outubro de 2020 | 12h40

Belgas confiantes na retoma da economia

Luanda - A Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX) e a Câmara de Comércio Bélgica-África (CBL-ACP) abordaram, sexta-feira, o clima dos negócios em Angola e dos passos em curso para a retoma da economia, apesar do actual contexto.

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Os representantes de ambos os países que intervieram no evento, que decorreu via webinar, destacaram a existência de confiança para  investimentos em vários  sectores da economia angolana.

 As  reformas em curso, em Angola, com destaque para o  incentivo à diversificação da economia e esforços para melhorar o ambiente de negócios, foram realçados neste evento.

O evento teve como oradores os embaixadores de Angola em Bruxelas, Mário de Azevedo Constantino, do Reino da Bélgica em Luanda,  Jozef Smets,  o PCA da AIPEX, António Henriques da Silva, e o presidente de Câmara de Comércio e Indústria de Angola, Vicente Soares.

De acordo com os intervenientes, as excelentes relações a nível bilateral  estabelecidas  entre os países estão a contribuir para o crescimento do sector económico, abrandado devido o actual contexto mundial.

O embaixador do Reino da Bélgica em Angola,Jozef Smets, partilhou a experiência que teve, recentemente,  no interior de Angola, nas províncias de Cuanza Sul, Benguela, Huíla e Namibe, onde pode constatar uma lógica de diversificação da economia, destacando o potencial nos sectores da agro-indústria, mineiro, energia, água e do turismo.

De acordo com o diplomata,  a comunidade internacional, com destaque para a União Europeia, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM), mantém a confiança em Angola.

O presidente do Conselho de Administração da AIPEX, António Henriques da Silva, reiterou as existência de  oportunidades de negócios, em Angola, bem como incentivos fiscais que propiciam  um ambiente de negócio mais favorável para os investidores e para os empresários no geral.

As  recentes alterações à Lei do Investimento Privado, a adopção da Lei da Competitividade, a Janela Única do Investimento, a Campanha de Luta Contra a Corrupção, o PROPRIV e o Programa de Redução das Importações e Diversificação das Exportações (PRODESI)  são, entre outros, instrumentos que proporcionam um bom ambiente de negócios e a atracção de investidores.

Por seu turno, investidores  belgas residentes  em Angola partilharam a suas experiências como  operadores económicos no mercado angolano.

Ainda do  lado belga  há  interesses de investimentos nos sectores portuário, diamantífero, da constução, da energia e da logística.

Na ocasião, o representante da empresa EXMAR, que opera em Angola, desde 1993, fornecendo soluções de logística Marinha para  o sector do petróleo e gás, Stefan Mattheeuws, afirmou que  a reestruturação em curso, no país, como  o combate à corrupção e o programa de privatizações têm repercussões positivas no apoio aos investidores.

 Para Stefan, as oportunidades em Angola são várias e, principalmente, agora que o Governo adoptou o programa de privatizações, o combate contra a corrupção e a  maior abertura para o investimento privado.

A existência de  burocracia em alguns sectores,  como a banca comercial, precisam ser mais atractivos para o sector privado, de acordo com os empresários belgas.

Assuntos Angola  

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