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31 Outubro de 2020 | 16h42 - Actualizado em 31 Outubro de 2020 | 16h42

Belgas confiantes na retoma da economia angolana

Luanda - A Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX) e a Câmara de Comércio Bélgica-África (CBL-ACP) abordaram nessa sexta-feira o clima dos negócios em Angola e os passos em curso para a retoma da economia, apesar do actual contexto.

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 Os representantes de ambos os países que intervieram no evento, que decorreu via webinar, destacaram a existência de confiança para investimentos em vários sectores da economia angolana.

 As reformas em curso em Angola, com destaque para o incentivo à diversificação da economia e todos os esforços para melhorar o ambiente de negócios, foram realçados neste evento.

O embaixador de Angola em Bruxelas, Mário de Azevedo Constantino, o embaixador do Reino da Bélgica em Luanda, Jozef Smets, o PCA da AIPEX, António Henriques da Silva e o presidente de Câmara de Comércio e Indústria de Angola, Vicente Soares, foram os oradores do encontro.

De acordo com os intervenientes, as excelentes relações a nível bilateral estabelecidas entre os países também estão a contribuir para o sector económico, abrandado devido ao actual contexto mundial.

O embaixador do Reino da Bélgica em Angola, Jozef Smets, partilhou a experiência que teve, recentemente, no interior de Angola, nas províncias de Cuanza Sul, Benguela, Huíla e Namibe, onde pode constatar uma lógica de diversificação da economia, tendo observado potencial nos sectores da agro-indústria, do sector mineiro e os sectores da energia, da água e do turismo.

 De acordo com o diplomata, a comunidade internacional, com destaque para a União Europeia, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM) mantém a confiança em Angola.

O presidente do Conselho de Administração da AIPEX, António Henriques da Silva, reiterou a existência de oportunidades de negócios, em Angola, bem como incentivos fiscais, que propiciam um ambiente de negócio mais favorável para os investidores e para os empresários no geral.

As recentes alterações à Lei do Investimento Privado, a adopção da Lei da Competitividade, a Janela Única do Investimento, a Campanha de Luta Contra a Corrupção, o Propriv e o Programa de Redução das Importações e Diversificação das Exportações (Prodesi), são, entre outros, instrumentos que proporcionam um bom ambiente de negócios e a atracção de investidores.

 Alguns investidores belgas presentes em Angola partilharam a suas experiências como operadores económicos no mercado angolano. Ainda do lado belga há interesses de investimentos nos sectores portuários, diamantífero, da construção, da energia e da logística.

 Na ocasião, Stefan Mattheeuws, empresário e representante da empresa EXMAR, que opera em Angola, desde 1993, fornecendo soluções de logística marinha para o sector do petróleo e gás, afirmou que as reestruturações em curso, no país, como o combate à corrupção e o programa de privatizações têm repercussões positivas no apoio aos investidores.

 Para Stefan, “as oportunidades em Angola são várias, e, principalmente, agora que o Governo adoptou o programa de privatizações, o combate à corrupção e maior abertura para o investimento privado”.

A existência de burocracia ainda em alguns sectores, como a banca comercial, precisam ser mais atractivos para o sector privado, de acordo com os empresários belgas.

Assuntos Economia  

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