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05 Junho de 2018 | 12h19 - Actualizado em 05 Junho de 2018 | 12h22

Sessenta mil crianças serão inseridas no sistema de ensino em Benguela

Benguela - Sessenta mil crianças serão inseridas no sistema de ensino em Benguela em 2019, na sequência da admissão, este ano, de 1.376 novos professores para o ensino primário e secundário.

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Segundo o director do Gabinete Provincial de Educação, Evaristo Calopa Mário, que falava à  imprensa sobre o concurso público aberto a 31 de Maio, o ingresso de novos professores vai garantir a resolução da problematica ligada à exclusão escolar que afecta à província de Benguela.

Assumiu que os indicadores tendem a crescer, daí a necessidade de continuar com a recolha de informação estatística relativa à explosão demográfica nos municípios da província de Benguela e, com isso, declarar determinadas zonas livres de exclusão escolar.

Evaristo Calopa Mário reportou ainda que este concurso de contratação surge num momento oportuno, porque vai reduzir as necessidades de contratação de mais professores em Benguela, passando o actual défice de 3.992 para 2.616 docentes em 2019.

No entanto, adiantou que as cifras distribuídas pelo Ministério da Educação não resolvem em pleno as necessidades da província, não obstante ter assegurado uma gestão estratégica, de tal maneira que os novos professores atendam a um maior número possível de alunos.

E para que o concurso público decorra com normalidade, o também presidente do corpo de júri garantiu total transparência na selecção dos candidatos entre 18 e 35 anos, com base nos requisitos exigidos para o ingresso no sector da Educação.

A par da garantia da escolarização de crianças, outro desafio, explicou, é reduzir o número elevado de alunos por turma para 35 ou 40, para, desta forma, assegurar a melhoria da qualidade de ensino tal como se pretende.

Evaristo Calopa Mário também sublinhou como prioridade a escolarização dos jovens, particularmente no domínio do ensino médio técnico-profissional para que possam conseguir o seu primeiro emprego após a formação.

Das 1.376 vagas, 546 são para professores do ensino primário, 426 para os do I ciclo secundário e 404 para o II ciclo. O município da Baía-Farta vai receber 138, Balombo, 136, Benguela, 161, Bocoio, 115, Caimbambo, 126, Catumbela, 144, Chongoroi, 113, Cubal, 158, Ganda, 147 e Lobito receberá 138 docentes.

A província de Benguela conta com 1.286 escolas, entre públicas e comparticipadas, num total de 11.600 salas de aulas disponíveis, para um universo de 24 mil e 580 professores em todos os subsistemas do ensino geral.

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