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08 Setembro de 2019 | 19h59 - Actualizado em 08 Setembro de 2019 | 19h59

Mais de 560 mil cidadãos alfabetizados em Benguela desde 2007

Benguela - Quinhentos e 60 mil e 286 cidadãos maiores de 15 anos de idade, dos quais 396 mil e 442 mulheres, foram alfabetizados desde 2007 até a presente data, na província de Benguela, no âmbito do Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar.

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Aula de Alfabetização (arquivo)

Foto: Angop

Essa informação foi avançada à imprensa, pelo director do Gabinete Provincial da Educação, Evaristo Calopa Mário, a propósito do 08 de Setembro, Dia Internacional da Alfabetização, que hoje se assinala.

No presente ano lectivo, encontram-se a estudar 39 mil e 301 pessoas, das quais 27.183 senhoras, assistidos por um universo de 917 alfabetizadores. Destes, 393 são voluntários distribuídos nos 10 municípios da província e 35 supervisores ou formadores municipais.

Os alfabetizadores leccionam metodologias específicas de ensino de adulto, designadamente os programas “Sim Eu Posso”, “Gostar de ler e escrever” nos módulos 1,2, 3 e Dom Bosco, que se encontram cientificamente ajustados ao ritmo e características psicológicas de aprendizagem de jovens e adultos, disse.

Por outro lado, Evaristo Calopa Mário afirmou que a perspectiva do sector é de reduzir em 80 por cento a actual taxa de analfabetismo na província, estimada até 2018 em 210 mil e 140 cidadãos com mais de 15 anos de idade.

Segundo o responsável, sem avançar prazos, para tal, o subsistema de educação de adulto, através do programa de alfabetização e aceleração escolar e do plano estratégico de revitalização da alfabetização, está a desenvolver uma ampla campanha de escolarização de adolescentes, jovens e adultos.

Referiu que este programa, que se realiza em parceria com instituições da sociedade civil, visa garantir a escolarização e formação de todos aqueles que por razão óbvias não puderam estudar em idades consideradas regulares.

Evaristo Mário Calopa destacou também o papel das várias confissões religiosas na mobilização de alfabetizadores e de alfabetizados, assim como na criação de espaço educativo complementar que vai proporcionar um atendimento cada vez maior de cidadãos neste processo.

Referiu ser intenção do governo da província de Benguela reforçar e dinamizar o trabalho e o papel dos alfabetizadores, numa relação estreita entre estes e as administrações municipais, a elaboração de projectos educativos locais que identificam os principais focos de alfabetização, com destaque para as zonas rurais e com maior prioridade para as mulheres.

Entretanto, a alfabetizada Adélia Manuel, de 30 anos de idade, disse que após um ano neste processo já consegue ler, escrever e fazer contas, apelando a todos aqueles que ainda não aderiram ao programa que o façam, para ver se melhoram a sua condição e possam ter mais oportunidades na sociedade.

Outra alfabetizada, Teresa Martins Bimbi, há um ano no módulo 2, louvou o programa que a ajudou a aprender a ler e escrever.

O dia 08 de Setembro foi declarado em 1967, pela ONU e pela UNESCO, como o Dia Internacional da Alfabetização, com o objectivo de despertar a consciência da comunidade internacional e chegar a um compromisso mundial com relação ao desenvolvimento e à educação.

Há, no mundo, cerca de 880 milhões de adultos que não sabem ler nem escrever. O desenvolvimento económico, o progresso social e a liberdade dos seres humanos dependem do estabelecimento de um nível básico de alfabetização em todos os países do mundo.

Fala-se em alfabetização básica, quando uma pessoa sabe ler, escrever e conhece as principais regras de cálculo. Segundo a UNESCO, uma pessoa é analfabeta quando não consegue ler ou escrever uma pequena frase sobre sua vida. No entanto, aos números mencionados acima, podemos adicionar as centenas de milhões de "analfabetos funcionais", pessoas que sabem ler e escrever uma frase simples, mas não vão muito além disso. Por exemplo, não sabem preencher um formulário, interpretar um artigo de jornal ou usar os números no dia-a-dia.

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