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05 Dezembro de 2017 | 18h07 - Actualizado em 05 Dezembro de 2017 | 18h07

Deputada da oposição admite transferência do processo de Manuel Vicente para Angola

Luanda - A deputada da UNITA, Clarisse Kaputo, considerou o caso que envolve o ex-vice-presidente da República de Angola, Domingos Manuel Vicente, com a Justiça portuguesa como mais político do que judicial e admitiu a possibilidade da sua transferência de Portugal para Angola.

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Apesar de manifestar falta de conhecimento profundo do processo, Clarisse Kaputo, em declarações à Televisão Pública de Angola (TPA) no domingo, 3, reconheceu que existem duas visões diferentes para uma mesma matéria, na medida em que Angola olha para o caso como sendo político e Portugal como meramente jurídico.

Lembrou que existe um acordo judiciário mútuo entre Angola e Portugal, o qual permite que todos os cidadãos dos dois Estados sejam julgados nos respectivos países pelos crimes de que forem acusados no outro, e por isso acredita que irá prevalecer o consenso.

“Há acordos firmados no campo jurídico e para o bem das relações entre os dois Estados, acredito que o desfecho será consensual”, rematou a deputada, quando comentava à TPA os factos que marcaram a semana finda.

A Justiça portuguesa pretende julgar Manuel Vicente, actualmente deputado à Assembleia Nacional, por crime de corrupção, branqueamento de capitais e falsificação de documentos, enquanto presidente da Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol).

O ministro angolano das Relações Exteriores, Manuel Augusto, defendeu na semana finda a transferência do referido processo para a Justiça angolana, garantindo que Angola “sobreviverá a uma crise de relações com Portugal”.

Em declarações à imprensa, o governante alertou igualmente que Angola não está à procura de "briga", mas que não vai fugir dela, para defender a soberania e dignidade do país.

Disse que, ao pedir que o processo seja entregue à Justiça angolana, está-se apenas a fazer recurso de um instrumento judiciário de cooperação que existe entre os dois países em matéria judicial.

Assuntos Angola   Justiça  

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