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03 Maio de 2018 | 15h33 - Actualizado em 03 Maio de 2018 | 15h32

Informação de qualidade exige verificação das fontes - UNESCO

Luanda - Uma informação de qualidade exige um trabalho de verificação das fontes e de selecção dos assuntos pertinentes, bem como uma deontologia e independência de espírito que depende inteiramente do trabalho dos jornalistas.

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Participantes na conferência sobre o desafios da liberdade de imprensa em Angola

Foto: Alberto Juliao

Este ponto de vista consta de uma mensagem da directora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, lida nesta quinta-feira, em Luanda, na Conferência sobre os Desafios da Liberdade de Imprensa em Angola, no âmbito do Dia Internacional da Liberdade de  Imprensa, que se assinala a 3 de Maio.

“O desenvolvimento de uma sociedade, do conhecimento e da informação, através dos canais digitais, implica maior vigilância acrescida que garanta os critérios essenciais de transparência, de livre acesso e de qualidade”, lê-se.

Na mensagem, a responsável reconhece que a liberdade de imprensa, tal como toda a liberdade, nunca é um dado totalmente adquirido.

Todavia, refere que todo o Estado de direito respeitoso das suas liberdades individuais, nomeadamente as liberdades de opinião, de consciência e de expressão, assenta numa imprensa livre, independente e ao abrigo de todo o tipo de censura ou coação.

Considera que o ideal de um Estado de direito requer cidadãos bem informados, transparência das decisões políticas, publicidade dos debates sobre temas de interesse comum e uma pluralidade de pontos de vista que favoreça a formação de opinião e questione as verdades oficiais e os dogmatismos.

“Este poder de formação e de informação incumbe sobretudo à imprensa e aos médias, em todas as suas formas e através dos seus diferentes suportes”, escreve Audrey Azoulay.

Reafirma a determinação da UNESCO em prol da liberdade de expressão, sublinhando que o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa é também uma oportunidade para destacar o papel fundamental que esta profissão assume na defesa e na preservação de um Estado de direito democrático.

Disse que a UNESCO, firmemente empenhada na defesa da liberdade de expressão, que faz parte da essência do seu mandato, celebra hoje a 25ª edição do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.

“O tema escolhido para este ano convida-nos a reflectir sobre a relação entre os média e a justiça e o Estado de direito. Este tema convida igualmente a analisarmos os novos desafios relativos à liberdade de imprensa na Internet”, expressou.

Apontou que em 2017 foram assassinados, em todo o mundo, 79 jornalistas no exercício das suas funções, pelo que a UNESCO está empenhada na defesa da segurança dos profissionais da Comunicação Social e na luta contra a impunidade dos crimes cometidos contra estes.

Nesta senda, Audrey Azoulay afirmou que a instituição que dirige contribui também para a formação de jornalistas e apoio às autoridades de diferentes países a adaptarem a sua legislação às normas internacionais, em matéria de liberdade de expressão.

Em alusão a efeméride, a UNESCO realiza hoje uma conferência internacional no Gana, em prol da defesa da liberdade de imprensa, durante a qual será entregue o Prémio UNESCO Guillermo Cano, jornalista colombiano assassinado em 1986 por ter corajosamente denunciado o poder dos cartéis da droga.

A conferência,  promovida pelo Ministério da Comunicação Social, foi presenciada por membros do Executivo, responsáveis dos órgãos de comunicação social públicos, jornalistas e estudantes.  

A mesma decorreu sob o lema “Os Freios  e Contrapesos ao Poder: Média, Justiça e  Estado de  Direito”. 

Assuntos Imprensa  

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