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12 Fevereiro de 2018 | 18h20 - Actualizado em 12 Fevereiro de 2018 | 18h20

Sul-coreanos mantêm-se prudentes após visita histórica da irmã de Kim Jong-Un

Seul - A prudência define os sul-coreanos após a histórica visita realizada pela irmã do líder norte-coreano, Kim Jong-Un, durante os Jogos Olímpicos e questionam se o seu sorriso promete uma aproximação real ou uma mera operação de sedução orquestrada por Pyongyang.

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Kim Yo Jong, Irmã mais nova do líder norte-coreano

Foto: ODD ANDERSEN

Kim Yo Jong, que retornou no domingo à Coreia do Norte, tornou-se a primeira representante da dinastia de Pyongyang a pisar no solo do seu grande rival desde o fim da Guerra da Coreia, em 1953. Este marco aconteceu na sexta-feira, horas antes da abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pyeongchang.

Por seu título, a irmã do dirigente norte-coreano chamou a atenção dos sul-coreanos e da imprensa estrangeira desde o momento em que apareceu, rodeada de seguranças, no aeroporto internacional de Incheon, na Coreia do Sul.

Apertou a mão do presidente sul-coreano, Moon Jae-in, apoiou com ele a equipa feminina unificada de hóquei e transmitiu um convite do seu irmão para participar de uma cúpula em Pyongyang.
         
Cada detalhe da sua visita foi analisado e interpretado com atenção, desde a sua roupa, expressões de rosto, até a sua escrita, com uma leitura minuciosa das palavras que deixou no livro de visitas da Casa Azul, da Presidência sul-coreana.

Kim Jong-Un pode sentir-se mais que satisfeito com a estreia diplomática da sua irmã, considerou Yang Moo-Jin, professor universitário de Estudos Norte-Coreanos de Seul.
               
"Kim sorriu muito, mas, ao mesmo tempo, poucas vezes foi vista assentindo durante a visita, inclusive diante do nosso presidente", disse o acadêmico. "Kim Jong-Un pode estar contente" com o proceder da irmã.

Enquanto isso, os sul-coreanos estavam divididos sobre as possibilidades reais de aproximação entre as duas Coreias.

"Não acredito", disse à AFP Kim Byoung-gwan, um homem de negócios, que justificou o seu cepticismo lembrando que a Coreia do Norte até "pouco tempo lançou mísseis e fez um teste nuclear, antes desta iniciativa de paz".

Outros lamentaram a atenção da mídia despertada por Kim Yo Jong.

Partidário declarado do diálogo, Moon foi alvo de críticas dos conservadores sul-coreanos que consideram que ele foi muito longe no seu objectivo de agradar o Norte.
        
No entanto, um dos aspectos mais célebres da visita da delegação norte-coreana foi o momento em que Kim Yo Jong e o ocupante do cargo de chefe de Estado na Coreia do Norte, Kim Yong Nam,  levantaram-se quando a bandeira sul-coreana foi içada no Estádio Olímpico de Pyeongchang.
               
Em 2014, Kim Yo Jong foi nomeada "directora adjunta do Departamento" no comité central do Partido dos Trabalhadores, antes de se juntar em Outubro ao gabinete político do partido no poder.
               
Esta figura, que demonstrou confiança durante a visita, é uma das confidentes mais próximas do misterioso líder norte-coreano.

"Ela é uma das raras pessoas no poder que fala livremente de tudo com o líder Kim", sustenta Yang Moo-Jin, professor na Universidade de Estudos Norte-Coreanos em Seul.

Acrescentou que, "provavelmente, ela tem mais influência que os outros responsáveis norte-coreanos no que diz respeito a tomadas de decisão e coordenação política com o líder", acrescentou, após detalhar que a irmã de Kim Jong-Un fala fluentemente francês e inglês.

Mas, para além da sua demonstração de amabilidade durante os Jogos Olímpicos, muitos sul-coreanos mantêm-se cépticos.

"A família Kim sempre foi excelente na arte de dissimular", afirmou um internauta, e outro advertiu: "Pode saber como se comportar, mas isso não é suficiente para esquecermos as atrocidades cometidas por ela e a sua família".
    
              

Assuntos Política  

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