Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Internacional

17 Maio de 2018 | 11h46 - Actualizado em 17 Maio de 2018 | 11h46

Vítimas de esterilização forçada processam o governo do Japão

Tóquio - Três pessoas que foram esterilizadas à força com base em uma lei de eugenia decidiram processar o governo do Japão por considerar que as suas vidas foram arruinadas pela operação.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

As acções integram um movimento que exige uma indemnização do Estado às vítimas, além de um pedido de perdão.

As novas acções na justiça foram anunciadas depois que um primeiro caso foi apresentado este ano.

"Espero que outras vítimas, que sofreram durante décadas como eu, levantem as suas vozes e se unam ao nosso movimento de busca de justiça", afirmou um homem de 75 anos, que entrou com o processo em Tóquio.

"Quero que o governo admita a verdade e quero recuperar minha vida", completou o demandante, que usou o pseudônimo Saburo Kita.

Ele foi esterilizado quando era adolescente.

Anos depois se casou, mas não contou nada à esposa. Ele só revelou a terrível verdade quando a companheira estava no leito de morte em 2013.

Kita pede uma indemnização de 30 milhões de ienes (273.000 dólares), informou o advogado Naoto Sekiya.

De forma simultânea, outras duas pessoas apresentaram demandas em outras regiões do país.

"O Parlamento falhou ao não adoptar as medidas necessárias para abolir as leis que possibilitaram as esterilizações forçadas", declarou Sekiya aos jornalistas.

"E o governo também falhou ao aplicar dispositivos que violavam claramente a Constituição, inclusive naquela época", completou.

O ministério japonês da Saúde admitiu que quase 16.500 pessoas foram esterilizadas à força, com base em leis de eugenia que permaneceram em vigor entre 1948 e 1996.

A lei permitia que os médicos esterilizassem pessoas com deficiências intelectuais transmitidas geneticamente.

Outras 8.500 pessoas foram esterilizadas com seu consentimento, de acordo com as autoridades, mas os advogados afirmam que inclusive estes casos foram "de facto" provocados por pressões sobre as vítimas ou suas famílias.

Assuntos Justiça  

Leia também