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16 Maio de 2019 | 17h15 - Actualizado em 16 Maio de 2019 | 17h14

Alemanha pede prisão perpétua para enfermeiro acusado por mais de 100 mortes

Oldemburgo - A justiça alemã solicitou nesta quinta-feira uma sentença de prisão perpétua para o ex-enfermeiro Niels Högel, acusado de matar mais de cem pacientes com injecções letais.

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A procuradoria de Oldenburg (norte da Alemanha) está convencida de que o homem de 42 anos, já condenado à prisão perpétua pela morte de seis pacientes, matou outras 97 pessoas entre 2000 e 2005.

Levando em conta a gravidade dos factos, a acusação pediu que Högel não seja libertado antes de 15 anos.

O réu confessou 43 assassinatos durante o julgamento e garante que não se lembra dos outros 52 casos.

Durante cinco anos, primeiro no hospital em Oldenburg e depois na cidade vizinha de Delmenhorst, Högel injectou intencionalmente, segundo a acusação, drogas nos seus pacientes para causar uma paragem cardíaca, para depois tentar revivê-los, mas sem sucesso.

Durante o julgamento que começou em Outubro de 2018, Högel explicou que agiu dessa forma para obter a satisfação dos "comentários positivos" que recebia se salvasse uma vida.

De acordo com a procuradoria, o réu agiu por tédio, enquanto os especialistas em psiquiatria detectaram problemas de narcisismo no acusado.

Segundo os seus companheiros de prisão, Högel presume ser o maior criminoso alemão desde a Segunda Guerra Mundial.

Os investigadores acreditam até que possa ter matado cerca de 300 pessoas, mas é impossível comprovar isso porque muitos dos corpos foram incinerados.

O veredicto será divulgado a seis de Junhode deste ano.

Assuntos Justiça  

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