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16 Maio de 2019 | 15h34 - Actualizado em 16 Maio de 2019 | 19h20

Irão tenta diminuir tensão com EUA após incidentes no Golfo

Teerão - O Irão tentou reduzir, nesta quinta-feira, a tensão com os Estados Unidos após os incidentes no Golfo, mas sem renunciar a sua linha dura em relação ao governo americano.

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"Esse confronto não é militar, porque não haverá guerra. Nem nós, nem eles [os Estados Unidos] buscam a guerra. Eles sabem que isso não seria do interesse deles", declarou esta semana o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica.

"A nação iraniana está determinada a resistir aos Estados Unidos", garantiu Khamenei, mas reiterando a sua posição contra qualquer tipo de negociação "com o actual governo americano".

As declarações não impediram o presidente Donald Trump de afirmar na quarta-feira que "tem certeza" de que o Irão gostaria de negociar "em breve" com o seu país.

As afirmações de Khamenei refletem a ideia das autoridades iranianas de que Trump "não está preparado para lançar uma guerra longa numa região sensível", afirmou Amir Mohebbian, um político conservador e analista de questões iranianas, em declarações à AFP.

Respondendo às acusações dos Estados Unidos, as autoridades iranianas pediram a Washington que se abstenha de qualquer ataque.

"O Irão é uma nação grande demais para ser intimidada", afirmou na última segunda-feira o presidente iraniano Hassan Rohani.

"Nós agimos com a máxima moderação diante de uma escalada inaceitável" dos Estados Unidos, afirmou nesta quinta-feira o ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif.

"As autoridades iranianas seguem o slogan do Guia Supremo iraniano 'nem guerra nem negociação' com o governo Trump", disse à AFP Clément Therme, especialista iraniano do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS).

O Irão tem um número significativo de soldados, cerca de 475.000 homens no total, levando-se em conta o Exército nacional e a Guarda Revolucionária, de acordo com o IISS.

Como uma das consequências do embargo internacional às armas, o país tem uma força aérea relativamente pequena e pouco moderna. Além disso, por causa das tensões econômicas, o Irão não pode aumentar substancialmente os  gastos com a defesa.

Já o PIB dos Estados Unidos é 47 vezes maior do que o do Irão, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).

As relações entre Teerão e Washington estão tensas após a decisão de Trump, há um ano, de retirar o seu país do acordo nuclear de 2015.

Em resposta, a oito deste mês, o governo iraniano anunciou a suspensão de alguns dos seus compromissos relacionados com o referido pacto.

Assuntos Cooperação  

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