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13 Agosto de 2019 | 15h31 - Actualizado em 13 Agosto de 2019 | 16h05

Casos de sarampo triplicaram em 2019 - OMS

Genebra - Trezentos e sessenta e quatro mil, oitocentos e oito casos de sarampo foram registados em todo o mundo desde o início deste ano, três vezes a mais dos 129.239 repostados em 2018, anunciou nesta terça-feira, em Genebra, a Organização Mundial da Saúde (OMS).

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Vacina contra sarampo (Foto arquivo)

Foto: Pedro Parente

Segundo a AFP, que cita aquela instituição mundial da saúde, trata-se dos números mais elevados jamais registados desde 2006.

Falando em conferência de imprensa, a porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, indicou que a maioria dos casos foi registada na República Democrática do Congo (RDC), Madagáscar e Ucrânia.

Todavia, disse, em Madagáscar, “o número de casos reduziu significativamente nos últimos meses”, depois das campanhas nacionais de vacinação de urgência contra o sarampo.

Outros casos estão em curso, em Angola, nos Camarões, no Tchad, no Cazaquistão, na Nigéria, nas Filipinas, no Sudão do Sul, no Sudão e na Tailândia, sublinha a OMS, ressaltando o facto de os Estados Unidos terem registado o maior número de casos de sarampo nos últimos 25 anos.

O sarampo é uma das doenças mais contagiosas no Mundo, e as mortes são, muitas vezes, devidas a complicações.

Não existe cura, mas pode ser prevenido por duas doses de uma vacina “segura e muito eficaz”.

As mais importantes epidemias de sarampo surgem nos países onde a cobertura da vacina é fraca.

Nos países ocidentais, os “anti-vax” apoiam-se na publicação de 1998, ligando a vacina contra o sarampo e o autismo.

Por várias vezes, a OMS esclareceu tais criticas e foi estabelecido que o autor da publicação, o britânico Andrew Wakefield, falsificara os resultados.

A negação pode também ter motivos religiosos, como em Nova Iorque, onde a doença foi levada por viajantes israelitas não vacinados.

Na região europeia, os números duplicaram, com pelo menos 90 mil casos assinalados em 2019, algo que ultrapassa o registado em todo ano de 2018, ou seja, 84.462.

Noutras regiões do Mundo, a OMS registou uma explosão de casos em África, quase multiplicados por 10, um aumento de 230 % no Pacifico ocidental e de 50 % no Mediterrâneo oriental.

A Ásia do Sudeste e a região das Américas, no seu todo, registaram, cada uma, uma diminuição de 15 % dos casos.

A OMS considera que qualquer pessoa de mais de seis meses deveria ser protegida contra o sarampo, antes de viajar para uma região onde a doença circula.

Recomenda ainda aos viajantes a se fazerem vacinar 15 dias antes da partida.

Menos de um caso sobre 10 é assinalado no Mundo, o que significa que a envergadura da epidemia é tão importante do que as estatísticas oficiais, estima o programa especializado da ONU.

Assuntos Angola  

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