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03 Novembro de 2020 | 09h37 - Actualizado em 03 Novembro de 2020 | 09h37

EUA: Elevada participação prejudica recandidatura de Trump

Washington - Donald Trump encerrou a campanha no Michigan, no mesmo local em que terminou em 2016, enquanto Joe Biden apelou à participação dos democratas e ao voto do eleitorado afro-americano, na Pensilvânia.

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Donald Trump, Presidente dos EUA

Foto: Google/Divulgação

Tratou-se de uma campanha eleitoral fora do normal marcada pela crise sanitária mas que atingiu uma elevada participação no voto antecipado e por correspondência: mais de noventa milhões de eleitores já votaram prevendo-se também longas filas nas assembleias de voto durante o dia de hoje.

Apesar da sólida base de apoio republicana, várias sondagens estaduais e registos de apostas sobre o vencedor das eleições indicam que os estados da Pensilvânia, Michigan e mesmo o Texas podem deixar de ser território republicano.

Em 2016, o candidato republicano Donald Trump venceu nos estados do Michigan e da Pensilvânia - com 20 votos eleitorais - por uma estreita margem que o ajudou a vencer o cargo de chefe de Estado.  

Este ano, ambos os Estados voltam a estar no centro das atenções o que obrigou os dois candidatos a organizarem acções de campanha nos últimos dias na região do "Midwest" dos Estados Unidos.

No estado de Michigan, Donald Trump centrou a mensagem na importância da indústria automóvel do país onde ainda estão instaladas, apesar da crise, as fábricas das empresas Ford, General Electrics e Chrysler.

Em 2016, Trump venceu o estado do Michigan à candidata republicana Hillary Clinton pela estreita margem de apenas 11 mil votos.

O Michigan confere 16 votos eleitorais e marcou a campanha eleitoral de 2020 devido à detenção em Outubro, pelo FBI, de elementos da milícia armada de extrema direita que planeava sequestrar a governadora Gretchen Whitmer.

De acordo com as autoridades judiciais, os detidos pertencem à milícia Wolverine Watchman empenhados em provocar distúrbios no país.

Apesar da luta eleitoral no estado da Florida, com 29 votos eleitorais, o Texas, que faz fronteira com o México, pode igualmente ser determinante para uma posição vantajosa do candidato democrata Joe Biden.

O último candidato democrata a vencer no Texas foi Jimmy Carter em 1977.

Segundo o centro de sondagens Pew a "decisão final" pode pender para os democratas em 2020.

Joe Biden fez campanha junto da população "latina" do Texas, assim como apelou ao voto do eleitorado mais jovem e com estudos universitários e também ao voto feminino dos subúrbios de Houston, Dallas, San Antonio e Austin.

Trump, em vários comícios, quer na Florida e também na Pensilvânia, referiu-se à grande conquista da administração: o "muro" no sul dos Estados Unidos para impedir a entrada de emigrantes.

No domingo à noite, o presidente dos Estados Unidos emitiu uma mensagem através das redes sociais em que afirmava que seria "bom" que o resultado ficasse definido hoje, dia 03 de Novembro.

No sábado, afirmou a mesma coisa perante os apoiantes republicanos no estado da Pensilvânia num comício realizado numa urbanização de luxo a cerca de 50 quilómetros de Filadélfia onde a polícia abateu a tiro Walter Wallace Jr na semana passada, o que provocou a indignação da população desfavorecida afro-americana da zona oeste da cidade.

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