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13 Fevereiro de 2018 | 19h34 - Actualizado em 13 Fevereiro de 2018 | 19h34

Grupos provinciais demonstram habilidade e prontidão para Entrudo Nacional

Luanda - Dança, música, hábitos, costumes, tradições, ginga, trajes, xinguilamento e rituais é o essencial que os cinco grupos carnavalescos provinciais apresentaram nesta terça-feira na Nova Marginal, como parte da riqueza cultural de cada uma das suas localidades.

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Grupo carnavalesco Bravos da Victória da Catumbela

Foto: Joaquina Bento

Mesmo na condição de convidados e, embora num palco hostil, os representantes da Lunda Norte, Cabinda, Huambo, Cuanza Sul e Benguela desfilaram com muita segurança, harmonia e alegria, expondo as suas particularidades culturais e respectivas potencialidades carnavalescas.

Todos estes demonstraram organização, habilidade e prontidão para o Entrudo Nacional que o Executivo, através do Ministério da Cultura, começou a ensaiar nesta 40ª edição, na presença estreante do Presidente da República, João Lourenço, e de milhares de espectadores nas bancadas.

Com 80 integrantes, o grupo Maringa da Lunda Norte foi o primeiro a exibir-se, de forma descontraída e destemida, mostrando a riqueza da tchianda, maringa, txanga, kandowa e kandjendje da região Leste do país, sob o comando de Wilson Manuel Serafim e António Pedro.

Isabel Keke Suraya e Enoque Hunga são, respectivamente a rainha e o rei deste grupo fundado a 15 de Janeiro de 2002, no município de Chitato e que conta com quatro títulos no seu historial.

O Tchaco-Tchaco de Cabinda foi o segundo a entrar em acção, com uma coreografia sensacional que mereceu o aplauso da plateia e “cochichos” entre os ministros do Interior, Ângelo da Veigas Tavares, da Cultura, Carolina Cerqueira, e da Juventude e Desporto, Ana Paula Sacramento.

Detentor de 3 títulos no Carnaval de Cabinda, o grupo exibiu-se igualmente com cerca 80 foliões, ressaltando o folclore da Região Muoyo, zona Sul de Cabinda, com uma canção na língua local Fiote.

O mesmo existe desde 2009, e etimologicamente significa “aquilo que é nosso, ninguém tira”. Foi criado por António Ferro e daança Mayeye, um dos estilos da cultura do subgrupo etnolinguístico Oio do sul da província de Cabinda, exibido nas festividades tradicionais e de salão.

Por sua vez, o Ovindjendje do huambo aproveitou a oportunidade para apresentar aspectos característicos do Reino da Tchiyaca e da cultura ovimbundu, com realce para a dança olondungo, com o tema “O contributo do Reino da Tchiyaka no desenvolvimento da cultura angolana”.

Nesta primeira aparição no Carnaval de Luanda, o grupo (fundado em 2010 e oriundo do município do Chinjenje) apresentou-se com cem ousados foliões, bem caprichados na indumentária, confeccionada com tecido samakaka, na qual predominou as cores amarela e azul.

O Ovindjendje, denominação em língua nacional Umbundu, que traduzido em português significa “pássaros pousados numa árvore” dançou simultaneamente o olondungo, ohatcho e catito, típicas da região do planalto central. É vencedor de quatro edições do carnaval do Huambo.

Vencedor da edição de 2017 no Cuanza Sul, o grupo carnavalesco União Muteda do Sumbe (criado em 2007) foi o quarto emblema provincial a estrear-se na pista da Nova Marginal, no Carnaval de Luanda, a título de convidado, com aproximadamente 90 integrantes.

Com a canção "Mulher Rural", o grupo, comandado por Gilberto Ferreira Simão, evidenciou uma combinação de danças como Varina, Kazucuta, Semba e Kuduro, fazendo jus ao seu nome, que significa (ao mesmo tempo) música, teatro e dança. Tem no seu historial 4 títulos.

Finalmente, o grupo Bravos da Vitória da Catumbela, proveniente da província de Benguela desfilou classe e experiência, provando, tal como os demais “forasteiros” que está a altura de competir com os similares luandenses, e a razão de ostentar 26 títulos conquistados localmente.

Apesar de ser o último a passar, este conjunto (fundado a 23 de Março de 1978) foi o mais ovacionado nas arquibancadas e até na Tribuna Vip, onde esteve também a Primeira-dama da República, Ana Dias Lourenço, e o governador de Luanda, Adriano Mendes de Carvalho. Os Bravos da Vitória da Catumbela contam com 39 participações no entrudo de Benguela e apresentou-se com mais de cem foliões. Dançou kazukuta, apelando (pela música e coreografia) para a necessidade de uma maior atenção às comunidades rurais e trabalhadores do campo. 

No cômputo geral, os cinco participantes provinciais estiveram bem e convenceram o público com a sua criatividade, danças, coreografias, carros alegóricos e atrevimento em palco, expondo elementos e artefactos típicos da cultura angolana, como a Cabaça, o Pensador, a marimba, entre outros.

Assuntos Angola  

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