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11 Julho de 2019 | 21h36 - Actualizado em 11 Julho de 2019 | 21h43

Recuperação do maior templo tocoísta em Benguela depende de resultado de inquérito

Benguela - A recuperação e reutilização do maior templo religioso na província de Benguela, pertencente a Igreja do Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo (Tocoísta), está dependente do resultado da conclusão de um inquérito da comissão multissectorial criada pelo governo de Benguela, informou nesta quinta-feira, à Angop, o seu representante na região, reverendo Celestino Kangela.

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Vista parcial do interior do Templo da Igreja Tocoísta em Benguela.

Foto: Rosário Miranda

Vista Parcial do desabamento do Templo da Igreja Tocoista em Benguela.

Foto: Rosário Miranda

O templo da igreja Tocoísta, o maior recinto coberto da província, com 3.500 lugares sentados, além de outros compartimentos auxiliares, viu ceder toda sua estrutura superior no passado dia 10 de Junho, cujas causas estão por ser apuradas por dois grupos técnicos mandatados pelo governador da província e direcção central daquela congregação religiosa, em Luanda.

Segundo o representante da igreja na província, o templo foi erguido sobre uma conduta de água e, a dada altura, esta rebentou antes de ser desviada por uma equipa técnica especializada.

“ A partir desta altura, registam-se igualmente várias fissuras noutras estruturas do edifício”, enfatizou.

O edifico começou a ser erguido em 2010 e, três anos depois (2013), foi parcialmente concluído, ao mesmo tempo em que, alegadamente, uma conduta que passava por baixo da infra-estrutura ressentiu-se do peso e rompeu, dando-se em seguida o processo de fissuras por quase toda parte do projecto.

Na altura, o governo da província e direcção da igreja tentaram resolver a situação, sem êxito até a presente data.

Destacou o espírito de solidariedade do governador Rui Falcão, que, além das palavras de conforto, fez questão de visitar o templo e prometer ajuda.

Para Celestino Kangela, o templo dos Tocoístas é uma referência da cidade de Benguela, tal é o seu carácter esplendor e raridade arquitectónica, mas, ainda assim, admite que errar é humano, por isso, espera que a situação seja revertida.

Dos 3.500 assentos, além de um espaço para crianças, zona sagrada, administrativa, balneários e outros gabinetes de apoio, o desabamento do templo, segundo descreveu o reverendo Celestino Kangela, constitui um abalo muito grande para todos os fiéis tocoístas.

Apesar dessa situação desastrosa, considerou haver saúde espiritual entre a família tocoísta, pois, só no país, estão registados mais de dois milhões de fiéis, além de outros na diáspora, nomeadamente em Moçambique, África do Sul, Zâmbia, RDC, Malawi, Namibia, Zimbabwe, Madagáscar, Congo Brazzaville, São Tomé e alguns países da Europa, América do Norte e do Sul, Japão e alguns núcleos na China.

Por outro lado, o líder religioso enfatizou alguns projectos sociais em curso, além das aulas de alfabetização e do chamado processo de aceleração escolar, cujos módulos habilitam à qualificações de até a 6ª classe, cujas aulas se realizam nas 17 paróquias distribuídas por sete municípios da província que representam o distrito (Benguela, Baía Farta, Catumbela, Ganda, Chongoroi, Caimbambo e Cubal).

Neste momento, sublinhou, os projectos sociais compreendem ainda a escola do ensino primário de cinco salas de aulas (com trabalhos para elevá-la para 11 salas), na comuna do Dombe Grande.

Do ponto de vista eclesiástico, a província de Benguela está subdividida em duas, nomeadamente aquela que compreende os municípios de Benguela, Baía Farta, Catumbela, Ganda, Chongoroi, Caimbambo e Cubal, enquanto a outra responde pelo Lobito, Balombo e Bocoio, com mais de 25 mil crentes.  

Fundada pelo profeta Simão Gonçalves Toco, a 25 de Julho de 1959, data em que os fiéis da congregação comemoram a descida do Espírito Santo, a igreja Tocoísta  é a primeira angolana reconhecida pelas autoridades do país.

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