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10 Setembro de 2019 | 16h40 - Actualizado em 10 Setembro de 2019 | 16h40

Ministra quer agentes culturais em peso na Bienal

Luanda - A ministra da Cultura, Maria da Piedade de Jesus, apontou, nesta terça-feira, em Luanda, a necessidade da participação activa dos agentes culturais, associações, fundações e actores sociais na Bienal de Luanda a acontecer entre 18 a 22 deste mês, em Luanda.

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Ministra da Cultura, Maria da Piedade de Jesus

Foto: Cedida

De acordo com a ministra, num artigo publicado no Jornal de Angola (JA), por ser um evento de partilha e cruzamento de culturas, assim como de incentivo ao turismo cultural nacional e estrangeiro é imprescindível o envolvimento da sociedade angolana, no geral, para se mostrar ao mundo o país nas suas mais variadas facetas.

“Acredito no contínuo engajamento de empresários e empreendedores que irão associar a sua marca e actividade à Bienal de Luanda, bem como dos criadores que, com a qualidade da criatividade, produção e representatividade da cultura e artes de Angola, poderão promover a imagem do nosso país noutras partes do mundo”, afirmou a governante.  

A ministra avança ainda que a Bienal é apresentada como uma encruzilhada de múltiplos interesses que “explora as experiências africanas de resiliência a crises e conflitos e a capacidade de antecipar os desafios do desenvolvimento sustentável e inclusivo”, reforçando o papel do continente africano no contexto mundial.  

“O nosso desejo é de que façamos da Cultura de Paz uma plataforma prática e consequente de promoção de valores, atitudes e comportamentos que reflictam e inspirem a interacção e a partilha social baseados nos princípios da liberdade, justiça e democracia, dos direitos humanos, da tolerância e da solidariedade e que rejeite a violência e previna conflitos, combatendo as suas causas profundas, por meio do diálogo e que garanta o pleno exercício de todos os direitos e a participação plena dos cidadãos no processo de desenvolvimento das sociedades”, lê-se no artigo.

O conceito da Bienal está assente numa Aliança de Parceiros para a Cultura da Paz em África, enquanto plataforma para a mobilização de recursos e parceiros para apoiar a Bienal e desenvolver projectos e iniciativas de grande impacto.  

A juventude, as mulheres e as crianças são alguns dos principais focos no quadro dos Fóruns de Reflexão da Bienal de Luanda. Estes espaços de debate de ideias poderão formular propostas e soluções para a melhoria dos índices de desenvolvimento humano e a consolidação dos valores culturais, da estabilidade e da paz no continente.  

Angola acolhe a primeira edição da Bienal de Luanda - Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz, em Luanda, um evento que visa enaltecer os valores da paz e da cidadania e materializar a aliança de povos em torno da cultura da paz.

Sob o lema “Construir e preservar a paz: um movimento de vários actores” a Bienal engaja o Estado Angolano, a UNESCO e a União Africana numa parceria que responde à Decisão n.º 558/18 de 2015, dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana que, alinhado com a estratégia operacional da UNESCO, designada como “Prioridade África”, visa a implementação de um plano de acção a favor de uma cultura de paz no continente africano.  

No seu modelo conceitual, a Bienal de Luanda visa desenvolver um Movimento Pan-africano para uma Cultura de Paz e Não-Violência, através do estabelecimento de parcerias envolvendo, entre outros, governos, sociedade civil, comunidade artística e científica, sector privado e organizações internacionais.  

No quadro dos esforços para a implementação de um plano de acção a favor de uma cultura de paz em África, realizou-se em Março de 2013, em Luanda, o Fórum Pan-Africano “Fundamentos e Recursos para uma Cultura de Paz”, co-organizado pelo Estado Angolano, a UNESCO e a União Africana.  

O evento havia preconizado, no final, a necessidade de “promover os fóruns de reflexão para implicar todos os actores a nível nacional, sub-regional e regional, fazer o balanço das acções já tomadas, questionar os conceitos fundamentais e contribuir para a identificação de linhas de acção inovadoras para a cultura de paz em África”.  

A Bienal de Luanda contempla quatro eixos. O Fórum de Ideias e o Fórum da Juventude constituem dois thinktanks sobre o futuro de África que visam a disseminação de boas práticas e soluções para a prevenção de crises e resolução e mitigação de conflitos. De igual modo, está previsto o Festival de Culturas em que os países participantes demostram a sua diversidade de expressões culturais.

Assuntos Angola  

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