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18 Setembro de 2019 | 14h14 - Actualizado em 18 Setembro de 2019 | 14h56

Nobel da Paz defende preservação da identidade africana

Luanda - O prémio Nobel da Paz 2018, Denis Mukwege, defendeu, nesta quarta-feira, em Luanda, a preservação da verdadeira identidade africana para uma efectiva promoção da cultura de paz a nível do continente.

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Denis Mukwege, Prémio Nobel da Paz 2018

Foto: Francisco Miúdo

Durante a sua intervenção, que antecedeu a abertura do Fórum Pan-Africano para Cultura de Paz, o médico cirurgião congolês Dinis Mukwege fez referência sobre vários pontos que considera estarem ainda muito longe de ser alcançados no ponto de vista político, social, direitos humanos e cultural.

Para o médico, o alcance dos desideratos da agenda 2063 sobre o desenvolvimento de África assinado em 2013 só será alcançado caso se desenvolva a identidade africana autêntica, o respeito dos direitos humanos e a diversidade cultural, o espírito da solidariedade e de não-violência.

Disse ainda que o continente não consegue ocupar um lugar em pleno século XIX, uma vez que se assiste a terceira colonização, o desenrolar de vários conflitos internos, a migração, o aumento do desemprego e o abuso dos direitos humanos.

Porém, Denis Mukwege refere que África tem meios humanos e materiais para o desenvolvimento continental em vários sectores, cabendo apenas o compromisso da boa governação democrática, onde a gestão económica dos recursos naturais possam satisfazer a necessidade dos povos.

Para o deputado a Assembleia Nacional Boaventura Cardoso, a diversidade é uma forma de enriquecer as culturas, onde os países devem estar aberto a globalização, mas com os pés bem assentes nas raízes africanas.

O também nacionalista defende que a cultura de paz deve ser transmitida a juventude por via da educação e nas diversas manifestações culturais e artísticas, facto que considera positivo a realização da Bienal de Luanda.

“Angola é um exemplo particular da forma como preserva a paz, bem como conseguiu alcançar depois de muitos anos de conflito”, referiu.

Para o artista plástico Paulo Kussy, a Bienal de Luanda servirá para mostrar para África e o mundo os bons exemplos que Angola tem na preservação da paz, bem como aprender novas experiências que possam ajudar para a consolidação deste bem precioso.

O evento tripartido (Angola, União Africana e UNESCO), trata-se de uma plataformas de reflexão sobre o futuro de África, com abordagens focadas na educação, ciência, cultura ao serviço da cultura de paz em África, prevenção de conflitos e o papel da mídia na promoção da paz.  

Assuntos Cultura  

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