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06 Outubro de 2019 | 14h59 - Actualizado em 09 Outubro de 2019 | 20h36

Patrícia Faria lança "De Caxexe"

Luanda- Centenas de fãs marcaram presença, neste domingo, na Praça da Independência, em Luanda, local da apresentação pública e sessão de autógrafos do novo disco da cantora angolana Patrícia Faria.

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Patrícia Faria lança "De caxexe"

Foto: Gaspar dos Santos

Crianças, jovens e adultos fizeram-se, às primeiras horas deste domingo, 6, ao local para a compra do disco  “De Caxexe”, mostrando total sintonia e simpatia para com a artista.

Entre os fãs, há quem percorreu mais de 700 quilómetros para vir a Luanda comprar o disco, não se importando com a distância, pois a ânsia de ter em posse o novo rebento discográfico da Negra Caliente, como também é conhecida Patrícia Faria,  vale o sacrifício.

É o caso da jovem Estrela Luís, que veio, especialmente da província do Huambo, para conseguir o disco autografado.

“Quando se trata de Patrícia Faria não importa a distância. Não tinha como ficar no Huambo num dia como hoje. Valeu a pena o esforço e vou já regressar com os meus discos na bagagem. O objectivo foi alcançado”, reforçou a fã.

Já Catarina António percorreu pouco menos de 300 quilómetros, saindo de Ndalatando, capital da província do Cuanza Norte, para comprar o disco.

A fã disse que o amor por Patrícia Faria exige algum sacrifício e principalmente depois de terem ficado 10 anos sem novidades da artista.

“Foram 10 anos. Não havia como ficar em casa e esperar que ela fosse ao Cuanza Norte um dia. Vale a pena. Levo para casa o disco autografado e a recordação de umas selfies”, avançou.

Ávidos em ver e ouvir o que a artista traz de novo neste disco, os fãs não se fizeram rogados e tomaram de “assalto” o local, muitos dos quais levando para casa mais de dois CDs, não se importando com o sol ardente e muito menos de esperarem, em fila, mais de uma hora para obtenção do autógrafo.

Com o disco na mão, alguns fãs destacaram o facto de o mesmo trazer a público uma simbiose entre a antiga e a nova geração.

Os entrevistados da Angop destacaram a nova roupagem que a artista deu a algumas músicas, afirmando ser uma demonstração que os seus autores continuam vivos e a nova geração dignifica um trabalho feito ao longo de anos em prol da música, em geral da cultura angolana.

Adão Nzinga disse que o disco promete e garante que se for bem explorado será muito consumido, porque tem músicas para se ouvir hoje e conservar para mais gerações.  

A presença dos fãs no local encheu de orgulho a artista, considerando ser isso reflexo do respeito e carinho granjeados pelo trabalho que tem feito.

A artista considerou, em declarações à ANGOP,  ser um dia auspicioso que lhe faz pensar ter valido a pena esperar de forma sacrificada por este momento.

Acrescentou que existe uma expectativa sempre muito grande a propósito do que os fãs vão pensar deste disco e como o vão absorver, mas manifesta-se tranquila depois de quatro anos de trabalho.

Patrícia Faria sublinhou que a nota predominante no disco é o semba, mas com uma incursão por outros ritmos e sonoridades, sem, no entanto, perder a essência da angolanidade.

Trata-se de um disco com 18 músicas trabalhadas à base, maioritariamente, de semba, com incursões na tchianda, kizomba e gospel.

Neste novo rebento, a antiga integrante do grupo musical feminino As Gingas do Maculusso recorreu aos préstimos de Bonga, Xabanu, Guilhermino, Heavy C, Kenny Bus, Dodó Miranda e Sassa Tchokwe Internacional, entre outras referências da música angolana.

A produção musical esteve a cargo de DJ Mania, Heavy C, Chico Viegas e Nelo Paim.

Cantora e radialista, Patrícia Faria iniciou a carreira como integrante do grupo As Gingas do Maculusso, mas desde 2003, com o lançamento do disco “Emé Kia”, seguiu carreira a solo e em 2009 editou e publicou “Baza Baza”.

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