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18 Setembro de 2020 | 23h38 - Actualizado em 18 Setembro de 2020 | 23h37

Portugal: Académicos abordam poesia de Neto

Lisboa (Da correspondente)- Académicos angolanos e estrangeiros abordaram, nesta sexta-feira, em Lisboa, a poesia de Agostinho Neto, numa conferência virtual realizada pela Embaixada de Angola em Portugal.

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Agostinho Neto foi um pensador e nacionalista africano que se destacou como poeta, com escritos que atravessaram fronteiras.

Tem textos estudados em universidades estrangeiras e traduzidos em vários idiomas.

Da sua bibliografia constam, entre outros, os livros Renúncia Impossível, Sagrada Esperança, Náusea.

O  evento, denominado “A        Consciência Nacionalista         Angolana       na    Poesia de Agostinho     Neto”, teve como anfitrião o embaixador Carlos Alberto Fonseca e contou com a presença de Maria Eugénia Neto, viúva do primeiro Presidente de Angola.

Sob moderação do adido cultural, Luandino de Carvalho, durante três horas e meia, dez conferencistas de três continentes diferentes (África, Europa e América) dissertaram sobre a obra poética de Agostinho Neto, relevando também o seu papel para a consolidação de uma consciência nacional e internacional do nacionalismo angolano.

De Agostinho Neto foi, ainda, destacado o seu contributo para a emancipação do continente africano e do legado que deixou para as gerações que têm tido a missão de consolidar o importante legado por si deixado para a história de Angola.

A docente da Faculdade de Letras, da Universidade de Lisboa, Inocência Mata, enalteceu a qualidade de escrita de Agostinho Neto, tendo-o considerado homem humanista e do mundo.

Por sua vez, o presidente da Academia Angolana de Letras, Paulo de Carvalho, disse que Neto tinha consciência da sua origem e lutava para o bem estar do povo.

"A Luta pelos direitos de cidadania está presente na poesia de Neto", acrescentou.

Para o escritor Boaventura Cardoso, Neto foi um nacionalista sem fronteiras, um homem preocupado com o futuro do seu povo, mas também do mundo.

Conforme o escritor, Neto transmitia mensagens poéticas de esperança.

Nelson Cerqueira, membro da Academia de Letras da Bahia ( Brasil), frisou que Agostinho Neto tinha uma forma única de expressar nos seus poemas o que o povo vivia.

Neto procurava de todas as formas dar o melhor para os angolanos.

O embaixador      Carlos     Alberto  Fonseca destacou       a       importância de    Agostinho Neto        nas  mais        variadas         vertentes da vida        nacional         e       recitou  um poema   que         Arnaldo         Santos   escreveu       sobre     o primeiro Presidente      de         Angola.

Carlos     Alberto  Fonseca                 sublinhou aspectos    políticos        e       poéticos         de Agostinho     Neto, ressaltando       a consciência nacionalista       e       a       universalidade         do pensamento   do    Fundador      da    Nação.

O diplomata destacou       ainda     a      importância         da   poesia    de Neto,         por caracterizar o      pensamento         político/patriótico conducente      ao   diálogo no   concerto das nações.

Ainda      no quadro das      comemorações   do Dia do       Fundador      da    Nação     e      do         Herói Nacional,   o      embaixador Carlos     Alberto Fonseca,        acompanhado         pela         viúva Maria  Eugénia Neto,      depositou, na      quinta-feira,        uma        coroa      de   flores     no   busto     do   primeiro       Presidente    de   Angola.

Na quinta-feira, foi inaugurada uma exposição virtual denominada “Dr. António Agostinho Neto – Memórias Fotográficas”, composta por 57 fotografias que pretendem retratar aquilo que foi a vida do Fundador da Nação e Herói Nacional.

Nascido na comuna de Ícolo e Bengo, a 17 de Setembro de 1922, António Agostinho Neto faleceu em Moscovo, ex-União Soviética, a 10 de Setembro de 1979.

Governou o país desde a independência até a sua morte (1975/1979).

Foi um médico, formado em medicina (em Coimbra), político e escritor angolano, autor de várias obras literárias, entre as quais “Sagrada Esperança”.

Assuntos Angola  

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