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12 Agosto de 2017 | 17h37 - Actualizado em 13 Agosto de 2017 | 14h57

Eleições/2017: MPLA propõe combater assimetrias regionais

Dundo - O MPLA vai encorajar a diversificação da economia na região leste do país, atraindo o investimento privado nacional e estrangeiro, para combater as assimetrias regionais, declarou neste sábado, na capital da província da Lunda Norte, o candidato do partido a Presidente da República, João Lourenço.

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Candidato do MPLA a Presidente da República, João Lourenço

Foto: Pedro Parente

 Ao discursar no acto político de massas, na Praça Agostinho Neto, arredores da cidade do Dundo, disse ser necessário mudar o actual quadro nas províncias da Lunda Norte e Sul, caracterizado por apenas dois empregadores: a função pública e a indústria mineira de exploração de diamantes.

 Neste sentido, defendeu a criação de infra-estruturas que permitam transformar o minério nas zonas onde é extraído, dando à juventude um tipo de trabalho mais diversificado e qualificado.

 Apesar da crise financeira, o político notou que a construção da centralidade do Mussungue, na cidade do Dundo, com cerca de cinco mil fogos, veio dar um outro impulso no desenvolvimento económico e social da província.

 Disse que o MPLA vai investir na interligação dos três caminhos-de-ferro já existentes no país, nomeadamente CFB, CFM e CFL com as províncias das lundas, consoante estudos técnicos a serem efectuados para combater as assimetrias regionais.

João Lourenço fez saber que o Executivo do seu partido já deu início a construção e ampliação da Barragem de Luachimo, localizada na Lunda Norte, com capacidade para 34 Megawatts (MW), para aumentar a oferta de energia eléctrica na região.

Referiu-se igualmente a edificação de um novo centro materno-infantil para o atendimento adequado às populações, bem como do centro de captação, tratamento e distribuição de água, que serão inaugurados em breve.

O candidato do MPLA a Presidente da República destacou também a reabilitação e ampliação do Aeroporto Kamakenzo, na cidade do Dundo, inaugurado a 10 desde mês, que doravante vai possibilitar a aterragem de aviões de grande porte na região.

 No seu discurso de uma hora e 20 minutos, João Lourenço apontou que o quadro que Angola apresenta hoje é diferente de 2002.

 "Hoje temos muito mais hospitais construídos, estabelecimentos de ensino e, com isso, mais jovens a beneficiarem destas infra-estruturas sociais. O país beneficiou bastante com a governação do MPLA nestes últimos 15 anos", vincou.

Nesta perspectiva, deplorou a atitude da oposição que, na ânsia de captar votos aos eleitores, se limita a apontar aspectos negativos com intuito de desvalorizar a governação do MPLA.

"Todos os progressos que Angola conheceu até a presente data têm o cunho do MPLA", acrescentou João Lourenço, sob ovação de cerca de 50 mil pessoas presentes ao local do comício.

 Noutra parte da sua intervenção, João Lourenço realçou a necessidade de um combate cerrado aos crimes transfronteiriços e à imigração ilegal no país, referindo que essas situações mexem com o sistema de defesa nacional.

Garante apoio total aos refugiados, ao mesmo tempo que defende maior controlo e o combate à imigração ilegal, sobretudo quando é conduzida a partir do exterior do país e manipulada por gente sem escrúpulos.

Para as eleições de 2017 concorrem o MPLA, UNITA, FNLA, CASA-CE, PRS e APN, para uma população eleitora a nível nacional de nove milhões 317 mil e 294 cidadãos.

 Estão registados 336 mil e 692 eleitores na província da Lunda Norte, tornando-se na oitava praça eleitoral.

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